quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Venda e distribuição de bebida alcoólica está proibida no dia das eleições

Uma portaria da Polícia Civil, publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (29), proíbe a venda e a distribuição de bebidas alcoólicas no próximo dia 3 de outubro, dia das Eleições Gerais em todo do Brasil.

De acordo com o texto da portaria 286/2010, a medida é válida de 0h às 18h do dia das Eleições. Durante as festas realizadas no dia 2 de outubro, a venda de bebidas alcoólicas só será permitida até às 23h59.

A portaria também determina à Divisão de Polícia Administrativa (DPA) que não forneça licenças para festas dançantes, cujo término ultrapasse às 0horas do dia 3, mesmo para aquelas sem fins lucrativos. A fiscalização das disposições desta portaria fica atribuida a todas as instituições policiais que compõem o Sistema de Segurança Pública do Estado.  

ORM

Debate ajuda eleitores a decidir voto ao Governo do Estado

Os eleitores paraenses tiveram a última oportunidade de avaliar as propostas dos candidatos ao Governo do Estado no debate desta terça-feira (28), promovido pela TV Liberal. Os eleitores indecisos puderam acompanhar que ações Ana Júlia Carepa (PT), Domingos Juvenil (PMDB), Fernando Carneiro (PSOL) e Simão Jatene (PSDB) pretendem implantar no Estado caso sejam eleitos.

Dividido em cinco blocos, o debate começou às 22h40 e foi considerado tranquilo, mas decisivo para que o eleitor que ainda tem dúvida faça sua escolha com segurança. O debate foi considerado de alto nível pelo mediador, José Raimundo, jornalista da Rede Globo. Não foi pedido nenhum direito de resposta.

Pelas regras da Rede Globo de Televisão, o primeiro e o terceiro blocos do programa foram dedicados a temas sorteados. O segundo e o quarto a temas livres. E o quinto bloco foi de considerações finais. Duas urnas foram dispostas no cenário, uma com 12 temas para as perguntas e outra com os nomes dos candidatos para sorteio.
 


1º bloco - O mediador José Raimundo sorteou o tema Meio Ambiente e o candidato Fernando Carneiro foi o sorteado para ser o primeiro a fazer perguntas. Utilizando os 40 segundos, ele direcionou o questionamento a Simão Jatene, perguntando sobre o desmatamento na Amazônia, ressaltando a posição que o Pará ocupa nesse ranking.

Em sua resposta, Jatene creditou essa problemática à uma questão histórica. 'Isso revela o modelo de ocupação imposto na Amazônia, onde a região foi ocupada desordenamente para explorar seus recursos naturais', explicou. Ele falou sobre a importância do macrozoneamento econômico e ecológico para solucionar o problema.

O segundo tema sorteado foi Saneamento Básico. Simão Jatene dirigiu a pergunta sobre a macrodrenagem da Bacia do Una ao candidato Domingos Juvenil. Juvenil ressaltou que essa área será prioridade em seu Governo caso seja eleito. Na réplica, Jatene explicou que no período em que foi governador foram investidos mais de R$ 2,5 milhões no projeto da Bacia do Una.

Em seguida, o tema sorteado foi Habitação. Domingos Juvenil perguntou quais as propostas de Ana Júlia para resolver problema do déficit habitacional no Estado. Ana Júlia diz que no PAC têm, no Pará, quase três milhões para 80 mil casas do Programa Minha Casa, Minha Vida.

O último tema sorteado no primeiro bloco foi Saúde. Ana Júlia Carepa falou sobre a importância da prevenção e investimento em saúde básica. Ela perguntou ao candidato Fernando Carneiro quais as propostas dele para a área da saúde. Fernando Carneiro ressaltou que vai investir na saúde primária e transferir a gestão dos hospitais regionais, que hoje estão nas mãos da iniciativa privada, para o poder público. Na réplica, Ana Júlia falou sobre a construção de 42 unidades de pronto atendimento e conclusão do hospital da Santa

 
2º bloco - Com temas livres, o candidato Domingos Juvenil iniciou o segundo bloco perguntando sobre a decisão de Simão Jatene de não ser candidato novamente nas Eleições de 2006. O candidato do PSDB disse que a reeleição não foi uma boa experiência para o Brasil e, além disso, acreditava que o ex-governador Almir Gabriel era um bom candidato para o Pará.

Simão Jatene pede que a candidata Ana Júlia fale sobre como encontrou as contas do Estado quando assumiu o Governo. Ana Júlia disse que o Estado estava com um déficit de mais de R$ 300 milhões, com falta de policiais, viaturas e equipamentos. A candidata à reeleição informou que investiu 67% a mais em segurança pública. Jatene rebateu os números mostrados por Ana Júlia. O candidato do PSDB afirmou que um decreto assinado por Ana Júlia afirma que ela encontrou as contas do Estado equilibradas.

No momento de formular sua pergunta, a candidata Ana Júlia perdeu tempo ao procurar em seus papéis o questionamento que faria ao candidato Fernando Carneiro. A temática escolhida por ela foi a área rural. Fernando ressaltou que a violência no campo e a questão fundiária só serão resolvidos com a reforma agrária. Na réplica, Ana Júlia falou que a violência no campo foi reduzida em 90%.

Fernando Carneiro questionou o candidato Juvenil sobre as propostas para o funcionalismo público, ressaltando como resolverá a questão das perdas salariais. Juvenil afirmou que uma das suas metas será valorizar os servidores públicos e melhorar a qualidade do ensino público.

3º bloco - Com temas definidos, a primeira a perguntar no terceiro bloco foi a candidata Ana Júlia Carepa e o tema sorteado foi Gestão Pública. Ela questionou sobre o achatamento dos salários dos servidores e sobre a privatização das empresas públicas. Jatene ressaltou que os índices da Celpa melhoraram após a privatização da concessionária. Jatene questionou Ana Júlia sobre o acordo que estaria fazendo para privatização da Cosanpa. Na réplica, Ana Júlia disse que não fez acordo algum e é contra a privatização da Companhia de Saneamento do Pará.

Em seguida, foi a vez de Simão Jatene perguntar sobre Geração de Emprego e Renda. Ele escolheu o candidato Juvenil para falar sobre os incentivos fiscais para que empresas se instalem no Pará. Juvenil falou sobre o problema do emprego informal no Estado. Para o candidato, há necessidade de dar apoio ao setor produtivo e de incentivos fiscais para solucionar também o problema do desemprego. Jatene disse que vai dar oportunidade de capacitação aos jovens para enfrentar desafios do mercado de trabalho globalizado e competitivo.

O terceiro tema sorteado no bloco foi Transporte. Juvenil perguntou as propostas de Fernando Carneiro para o transporte na ilha do Marajó. O candidato do PSOL disse que o problema do transporte não se resume àquela região e sim no Estado como um todo e não é apenas pavimentar vias. Ele propõe que a gestão do transporte seja unificada na região metropolitana.

Fernando Carneiro perguntou sobre Turismo para a candidata Ana Júlia. Ela frisou que o turismo tem que respeitar o meio ambiente, mas criar infraetrutura para trazer mais vistantes ao Estado. Fernando Carneiro disse que vai criar Secretaria de Turismo, caso eleito, devido à importância do setor para o Estado. Segundo ele, 59% do turismo realizado no Pará é de negócios e isso não distribui a riqueza no Estado. 
 

4º bloco - No último bloco de perguntas, Jatene inicia a rodada de questões. Ele questiona Ana Júlia sobre o fato de Belém não ter sido escolhida para sediar a Copa do Mundo de 2014. Ana Júlia afirmou que o Pará possuía um dos melhores projetos para sediar o mundial, mas que foi injustiçado pela Fifa. Jatene afirmou que, se eleito, vai implementar um projeto de revitalização no entorno do Mangueirão, com construção de ginásios climatizados, para criar empregos. Ana Júlia disse que a parceria com Governo Federal é essencial e cita pólo de biodisel e siderúrgica para gerar empregos.

Juvenil respondeu a pergunta de Ana Júlia sobre Segurança Pública, reafirmando que pretende implantar as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas áreas de risco do Pará. Ele disse que questão é grave e que o Pará é 4º Estado mais violento do Brasil, com 11 municípios sem delegacia e 40 sem delegado.

O próximo a responder foi o candidato Fernando Carneiro. Juvenil retornou ao tema sobre a Copa do Mundo, questionando sobre a perda de R$ 400 milhões em investimento. Fernando Carneiro disse que solução não está em poucas grandes obras, mas em muitas pequenas ações para resolver a vida da população.

Fernando Carneiro encerrou o bloco fazendo pergunta ao candidato Simão Jatene sobre gastos com publicidade. Jatene justificou a divulgação de obras de turismo como Hangar e Mangal das Garças e o crescimento de turismo, proporcionado pela divulgação.

5º bloco - O último bloco do debate foi dedicado às considerações finais. Cada candidato dispôs de dois minutos para falar com os eleitores paraenses. Por ordem de sorteio realizado previamente, o primeiro foi Domingos Juvenil. Ele agradeceu a Deus a oportunidade de estudar e falar ao povo paraense. Ele falou sobre o desafio que será governar o Estado, caso seja eleito.

Simão Jatene agradeceu a TV Liberal pela realização do debate e pediu apoio do povo paraense nessa caminhada rumo ao Governo do Estado. 'Quero pedir oportunidade de governar o Estado do Pará. Sei que vou enfrentar desafios, mas tenho capacidade de luta. Você fez com que nós chegássemos aqui. A decisão está em suas mãos. Vamos fazer as coisas voltar a funcionar', disse.

A candidata à reeleição Ana Júlia agradeceu aos telespectadores que acompanharam o debate. 'Não prometemos milagre, mas fizemos a maioria do que nos comprometemos e queremos fazer mais. Preciso de seu voto', pediu Ana Júlia.

Fernando Carneiro encerrou o debate da TV Liberal. 'Você pode votar para mudar. A mudança é o PSOL', finalizou.

Avaliação - Após o debate, os candidatos fizeram um balanço das discussões. Ana Júlia acredita que o debate tenha contribuído para a escolha dos candidatos. 'Apesar de alguns candidatos terem mais feito diagnósticos do governo do que exposto suas propostas, o debate foi positivo', disse a candidata à reeleição.

Já Fernando Carneiro aposta na mudança. 'O debate serviu para esclarecer a população e fazer com que os indecisos possam escolher seus votos de forma mais consciente. 'O PSOL é a única mudança. Acredito que posso estar no segundo turno', avaliou.

Para Simão Jatene, o debate serviu para exercitar a democracia. 'O debate foi positivo e eu tenho o compromisso com a verdade, por isso a população ganhou com esse debate e poderá escolher seu voto com mais certeza', explicou.

Domingos Juvenil disse que o debate foi de alto nível. 'Houveram muitas discordâncias, mas também concordâncias e sei que estou no segundo turno!', finalizou.

Redação Portal ORM



STF arquivou recurso de Roriz contra Ficha Limpa

O recurso do ex-candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa foi arquivado nesta quarta-feira, 29, pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) assim que for iniciada a sessão plenária. Os ministros argumentaram que, com a renúncia à candidatura, não existe mais interesse no julgamento desse recurso.
Assim, os ministros aguardarão um novo recurso chegar ao tribunal para decidir se a Lei da Ficha Limpa se aplica às eleições deste ano. Esse julgamento ocorrerá apenas depois das eleições. O recurso de Francisco das Chagas Rodrigues Alves, candidato a deputado estadual pelo Ceará, será possivelmente usado pelo tribunal para decidir a questão.
Os ministros esperam que até lá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha nomeado o novo ministro do STF, que ocupará a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Eros Grau. Com 11 ministros no plenário, não se repetirá o impasse da semana passada, quando o julgamento terminou empatado em 5 votos a 5. Ao contrário da semana passada, o julgamento de hoje deverá ser rápido e sem discussões acaloradas entre os ministros.
Roriz teve a candidatura ao governo do Distrito Federal barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já na vigência da Lei da Ficha Limpa. Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para evitar um processo de cassação de mandato por quebra de decoro parlamentar. Pelas novas regras de inelegibilidade, ele não poderia se candidatar. O empate na sessão da semana passada levou Roriz a renunciar à candidatura e a colocar em seu lugar a mulher, Weslian Roriz. 

(Agência Estado)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Avião que iria para Itaituba faz pouso forçado



O avião que teve que retornar para o Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, depois da decolagem, na manhã desta sexta-feira (25), teve um "problema de ordem técnica no sensor do trem de pouso", segundo nota divulgada pela Trip Linhas Aéreas. No total, 42 pessoas estavam na aeronave. Ninguém ficou ferido.
A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que a aeronave saiu de Manaus, às 6h35 (horário local), com destino a Itaituba (PA). Vinte minutos depois, o piloto teria entrado em contato com a torre de controle, informando que havia um problema. O avião, que transportava 38 passageiros e quatro tripulantes, sobrevoou a capital do Amazonas para gastar combustível.
O pouso de emergência ocorreu por volta das 8h40. De acordo com a Trip, os passageiros estão recebendo assistência e devem embarcar em outra aeronave para a conclusão da viagem.
Leia a nota:
"A TRIP Linhas Aéreas informa que a aeronave ATR-72, que fazia o voo 5603 partindo de Manaus (AM) com destino a Itaituba (PA) apresentou, logo após a decolagem, um problema de ordem técnica no sensor do trem de pouso. A tripulação técnica adotou o procedimento padrão de pouso nesta condição, e após a confirmação de se tratar de um erro de sensor, a aeronave pousou normalmente.
A TRIP Linhas Aéreas informa que, em função do atraso gerado pelo incidente, a companhia está prestando a devida assistência aos 38 passageiros, enquanto providencia a realocação para outra aeronave, encaminhada pela Companhia para a conclusão do voo 5603."

Fonte : G1
 

Especialista explica impasse sobre a Ficha Limpa

Após ter sido mais uma vez adiada a decisão sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2010, o DOL ouviu a advogada Ana Kelly Amorim, especialista em Direito Constitucional, para esclarecer algumas questões sobre o assunto.

Segundo a advogada, não há lei que obrigue a aplicação da “Ficha Limpa” ainda este ano, mas os que defendem a aplicação imediata da lei se baseiam no Artigo 14 da Constituição Brasileira, Parágrafo 9º, que exige como requisito para elegibilidade de um candidato a sua idoneidade.

“Como essa exigência consta desde 1994, eles alegam que a aplicação da lei é apenas um cumprimento de algo que já deveria acontecer e não algo retroativo”, explica Ana Amorim.

Já os que não querem que a lei seja aplicada, se baseiam no Artigo 16 da Constituição, que afirma que qualquer nova lei em relação ao processo eleitoral deve obedecer à carência de um ano. “Ela é vigente a partir da data em que foi publicada, mas seus efeitos só podem ser produzidos 12 meses depois”, explica a especialista.

VOTAÇÃO

Depois de mais de dez horas de votação no Supremo Tribunal Federal (SFT), que julgava o registro de candidatura de Joaquim Roriz ao governo do Distrito Federal, os ministros chegaram a um impasse, já que o placar ficou empatado em 5 votos a favor e 5 contra a aplicação da lei. A situação seria decidida com o voto do 11º ministro, que ainda não foi nomeado após a aposentadoria de Eros Grau em agosto deste ano.

Para quem defende a aplicação, o argumento é que como não há maioria absoluta, deve permanecer a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determina a validade da lei para estas eleições. Mas, para quem é contra, o argumento é que deveria valer o “Voto Qualitativo” do atual presidente do TSE, Cesar Peluso, que também é contra a não-aplicação imediata da lei.

“Com esse outro impasse, apenas a nomeação do novo ministro para solucionar o problema”, avalia Ana Amorim. A advogada também informou que por mais que as votações para as eleições desse ano já tenham ocorrido e os candidatos tenham sido empossados, a lei irá atuar e os mesmos deverão deixar o cargo. 

(Natália Viggiano, Diário Online)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Assembleia de Deus lança site comemorativo

Em comemoração aos cem anos de sua fundação, a igreja Assembleia de Deus está organizando atividades que marcam os festejos de seu centenário em Belém, no ano de 2011. No começo da próxima semana (27), será lançado o lançamento do site oficial do evento, que possibilitará o fácil acesso ao público que queira se inscrever ou mesmo se informar sobre palestras, oficinas e outras atividades que fazem parte da programação.

Na página da web, o internauta também poderá conferir o acervo multimídia que compõe o projeto, com exibição de vídeos, áudio, galeria de fotos e links para outros sites relacionados ao evento, estimulando a interatividade.

A criação do site surgiu da necessidade de conectar os membros da igreja espalhados pelo Brasil e o mundo, além de abrir o convite a outras pessoas que queiram saber mais sobre a doutrina. A Assembleia está presente em 140 países dos cinco continentes e conta com cerca de 60 milhões de membros envolvidos no trabalho de evangelização.

A DOUTRINA PENTECOSTAL

O Movimento Pentecostal surgiu há 100 anos nos Estados Unidos e veio para Belém trazido pelos missionários Daniel Berg e Gunnar Vingre. A doutrina busca a renovação cristã através do reconhecimento de dons espirituais, além da salvação por Jesus Cristo e o batismo pelo Espírito Santo.

(Diário Online)

Mendes vota contra aplicação da Ficha Limpa

Após mais de uma hora de exposição, o ministro Gilmar Mendes votou, no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), contra a aplicação da Lei Ficha Limpa nas eleições 2010, durante o julgamento do registro de candidatura de Joaquim Roriz ao Distrito Federal. O julgamento já dura mais de cinco horas e meia.

No início de seu discurso, Gilmar Mendes afirmou que o fato de a lei ser de iniciativa popular não garante legitimidade. “Muitas vezes tem que se contrariar aquilo que a opinião publica vê como a salvação. Se a iniciativa popular tornasse inútil a nossa atividade, melhor fechar o Supremo”, afirmou.

De acordo com o portal de notícias G1, as declarações de Mendes animaram os cabos eleitorais de Roriz, que até então estavam calados na frente do STF. Agora, são dois votos a favor de Roriz e quatro contra.

Com isso, as divergências no STF sobre a lei voltam a se tornar nítidas. Os ministros iniciaram uma discussão sobre a interpretação do artigo 16 da Constituição Brasileira.

Os ministros Cármen Lúcia, Ayres Britto e Ricardo Lewandowski estão visivelmente incomodados com o voto de Mendes. Ayres Britto e Lewandowski conversam o tempo todo sobre os argumentos de Mendes. Eventualmente, Britto interfere na leitura.

(Diário Online, com informações do G1)

Dilma é Lésbica, garante suposta ex-amante.


Dilma Rousseff é Lésbica, mas nunca quis assumir nosso romance publicamente"
A declaração é de Verônica Maldonado, uma doméstica que afirma ter tido um longo romance com a atual candidata à presidencia da república, Dilma Rousseff.
"Nos relacionamos durante mais de quinze anos, mas quando surgiu essa oportunidade em Brasília, ela nunca mais quis saber de mim"
Verônica afirma possuir fotos, cartas e outros documentos que comprovam a relação duradoura e pretende pleitear na justiça o direito à uma pensão mensal.
"Afinal nós tivemos um relacionamento durante mais de qinze anos, período em que deixei de trabalhar, estudar, apenas para ficar com ela. Acho que tenho direitos como qualquer outra mulher!"
Segudo o advogado de Verônica, Dr Celso Langoni Filho, a possibilidade de ganho de causa é concreta, uma vez que sua cliente é capaz de comprovar a existência de uma relação estável e duradoura. Ele cita o caso da Justiça de Pernambuco, que tomou uma decisão inédita este mês ao reconhecer a união estável de duas lésbicas para fins de pagamento de pensão.
"A decisão da juíza Paula Maria Malta, da 11ª vara da família e registro civil da capital pode abrir jurisprudência para que outros juízes sigam o parecer" Afirma Celso Longoni.
Em sua decisão, a juiza alegou que o artigo 226 da Constituição diz que a família é um bem da socedade e que tem proteção especial do estado. A lei se refere ao elacionamento entre homem e mulher, mas não fala em pessoas do mesmo sexo.

Fonte:

Ministra Cármen Lúcia vota contra recurso de Roriz

Para a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, a Lei da Ficha Limpa promulgada antes das convenções partidárias e dos pedidos de registro de candidatura – que fundamentou o indeferimento do registro de Roriz – “não agrediu a Constituição, muito pelo contrário, apenas cumpriu o que nela está previsto”.

Com essa e outras ponderações feitas sobre os argumentos trazidos no RE, a ministra Cármen Lúcia acaba de se manifestar pelo desprovimento do Recurso Extraordinário (RE) 630147, ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa de Joaquim Roriz contra decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve o indeferimento do seu registro de candidatura ao governo do Distrito Federal com base na chamada Lei da Ficha Limpa.

A ministra lembrou que o STF já analisou a questão da anualidade da lei eleitoral, prevista no artigo 16 da Constituição Federal, quando julgou o RE 129392. Este recurso questionava a LC 64/90, a chamada Lei de Inelegibilidades – exatamente a norma alterada recentemente pela LC 135/2010. A corte entendeu, na ocasião, que a norma não alterava o processo eleitoral - uma vez que entrou em vigor antes das convenções partidárias e dos pedidos de registro de candidaturas. Além disso, a corte assentou que a LC 64/901 cumpria determinação expressa da Constituição Federal (artigo 14, parágrafo 9º) quanto às causas de inelegibilidade, e portanto podia valer já nas eleições daquele mesmo ano.

O mesmo valeria para a LC 135/2010, disse a ministra.“Não procede o argumento de que a lei alterou o processo eleitoral, pois foi promulgada antes de iniciado o prazo para convenções partidárias que escolhem os candidatos e antecipam o período eleitoral para apresentação dos registros de candidatura”, disse a ministra ao votar pelo desprovimento do recurso, acompanhando o relator do caso, ministro Ayres Britto, e contra o voto divergente do ministro Dias Toffoli que se posicionou pelo provimento do recurso.

A ministra rebateu, ainda, os fundamentos do RE de que a lei teria retroagido ilegalmente para atingir situação pretérita – no caso a renúncia de Roriz ao mandato de senador em 2007, e os argumentos de que teria havido abuso do poder de legislar.
No momento a sessão está suspensa para um intervalo de 20 minutos. O próximo ministro a votar será Ricardo Lewandowski. 

(Site do STF)

Ministro vota contra aplicação da Ficha Limpa

Em sessão realizada neste momento no Supremo Tribunal Federal, que julga o registro de candidatura de Joaquim Roriz ao governo do Distrito Federal, o ministro Dias Toffoli votou contra a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa. A informação acaba de ser divulgada no Twitter do portal de notícias G1.

“Decidimos com a vocação de servir à história, não às paixões do nosso tempo”, afirmou Toffoli, no plenário. Com isso, o placar encontra-se empatado em 1 a 1, já que, ontem, o ministro Carlos Ayres Britto votou a favor da aplicação da lei para as eleições deste ano.

(Diário Online, com informações do G1)

Índice de rejeição dos candidatos ao governo do estado no Pará

Os índices permanecem estáveis em relação à pesquisa realizada em agosto, segundo o Ibope. A atual governadora Ana Júlia continua sendo a candidata com maior rejeição entre os eleitores das áreas pesquisadas. Ela tem 42% das citações. Em seguida, Jatene aparece com 19% das menções, enquanto 17% não votariam em Juvenil de jeito nenhum. Outros 5% afirmaram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos e 15% dos paraenses preferiram não responder a questão.Fonte ORM

Julgamento da Lei da Ficha Limpa recomeça no STF

Recomeçou na tarde desta quinta-feira (23) o julgamento sobre a validade da Lei da Ficha Limpa no Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros estão avaliando o caso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) que foi barrado pela norma por ter renunciado ao cargo de senador em 2007 para escapar de possível processo de cassação.


O julgamento foi retomado após pedido de vista do ministro Antonio Dias Toffoli, que interrompeu o julgamento no fim da tarde de ontem (22). A discussão que se instalou no plenário, trazida pelo presidente da Corte, Cezar Peluso, foi a respeito de alterações no tempo verbal do texto da Lei da Ficha Limpa votada pelo Senado que não passaram pelo aval da Câmara dos Deputados.


Ontem o ministro Carlos Ayres Britto, que é relator do recurso, abriu o placar a favor da constitucionalidade da norma. Segundo o ministro, a Lei da Ficha Limpa veio trazer efetividade a aspectos constitucionais que exigem moralidade e probidade dos políticos brasileiros, observados os antecedentes sobre a vida do candidato.


Ao lembrar os motivos que levaram à inelegibilidade de Roriz – a renúncia ao mandato de senador em 2007 para escapar de possível cassação por quebra de decoro – ele afirmou que deixar o cargo foi um “típico ato de confissão”. Roriz foi flagrado em escutas telefônicas da Operação Aquarela dividindo R$ 2,2 milhões com o então presidente do Banco de Brasília (BRB) Tarcísio Franklin, que acabou preso.


'O parlamentar não tem como dela se safar [da denúncia], e por isso faz a renúncia, mas ela fica limitada ao aborto de um processo interna corporis, não como expressão de blindagem por lei relativa a fato gerador de inelegibilidade', disse Britto.


O ministro afirmou que a Lei da Ficha Limpa já nasceu legitimada por ter sido elaborada a partir de iniciativa popular e relembrou que ela foi publicada antes das convenções partidárias. Segundo o ministro, isso deu tempo aos partidos para escolherem seus candidatos de acordo com a nova norma.

Fonte: Agência Brasil

Presidente do Inep garante que prova do Enem será segura

A edição anterior foi marcada por erros e quebra de sigilo

Depois de uma série de falhas no Enem 2009, o Inep quer que a edição 2010 do exame seja marcada pela segurança. Segundo José Soares Neto, presidente do Inep, o principal requisito para contratação da gráfica, que vai imprimir os cadernos de questões, foi a segurança e não o preço. Para Neto, é muito importante resgatar a credibilidade do Enem, minada por uma série de falhas, desde o vazamento da prova até a divulgação de gabaritos errados.

- Estamos cuidando de todos os detalhes. O Exército e a Marinha estão ajudando, as polícias militares de todos os estados e a Polícia Federal também. Os Correios são a instituição contratada para fazer a distribuição. Há uma estrutura de logística só para o Inep. Isso envolve um cuidado bastante grande desde a saída da gráfica até a distribuição nos locais de prova - explica.

GLOBO: A maioria dos candidatos reclamou do pouco tempo para realizar muitas questões de enunciados longos. Os professores também apontaram várias falhas na prova. Isso será levado em conta na formulação do exame deste ano? De que forma?

JOAQUIM JOSÉ SOARES NETO: As pessoas que estão cuidando do Enem são bastante experientes. Todas as críticas, tanto dos estudantes como os professores, serão consideradas pelo Inep.

Como professor, o senhor acha pertinentes essas críticas?

NETO: Não posso fazer comentários pessoais sobre o exame, pois represento a instituição, mas estou bastante alerta sobre tudo o que a sociedade está falando.

Fora a inclusão de língua estrangeira, haverá alguma outra modificação este ano?

NETO: Não haverá nenhuma outra modificação estrutural. Mas, no processo de montagem da prova, serão levadas em consideração as críticas. O exame estará bastante bem cuidado.

Os alunos terão acesso a novas questões simuladas?

NETO: Não, pois o Inep não tem esse hábito. Apenas fez isso no ano passado, pois apresentou um novo modelo. Como a nova estrutura já é de conhecimento público, não há por quê.

Então não haverá professores e fiscais guardando provas em casa antes da aplicação, como no ano passado?

NETO: De forma alguma. Em todos os locais por onde a prova vai passar haverá uma estrutura de segurança máxima.

E quanto à redação, a correção on-line não facilita a possibilidade de fraude? Tomamos conhecimento, por um corretor, de que basta ele fornecer o login e a senha dele para que qualquer pessoa tenha acesso.

NETO:O tempo todo o sistema checa quem está corrigindo. Os corretores trabalham sob a orientação de um coordenador, e há um controle muito grande da qualidade do trabalho deles.

Esse corretor também disse que há uma corrida monetarista para corrigir mais redações em menos tempo. Isso não prejudica a qualidade da correção?

NETO:Limitamos a quantidade de redações por corretor e, se percebemos que não está correspondendo, ele é trocado.

Por que os estudantes não têm direito à revisão da redação como nos demais vestibulares?

NETO: O Enem é assim historicamente. Há um processo bastante cuidadoso de correção por duas pessoas capacitadas. Quem corrige a primeira vez não tem a menor ideia de quem será a outra pessoa, porque o sistema faz isso de forma aleatória. Temos tido sucesso. O Inep não tem recebido uma quantidade expressiva de reclamações que coloque em dúvida a qualidade da correção. Se houver discrepância na nota, há uma terceira avaliação por outro corretor. Por isso, não vejo necessidade de pedido de revisão.

Mas essa terceira correção só acontece se a discrepância for maior que 5 pontos na redação do Enem, quando nos outros vestibulares usualmente é de 2. O senhor não considera alta?

NETO:Não acho alta a discrepância. São vários os critérios pelo país em cada vestibular sobre a forma da pontuação, e o Enem também tem uma estrutura de como pontuar. O estudante pode ficar tranquilo porque a nota dele reflete aquilo que ele escreveu.

Até que ponto o ranking é um fator bom para avaliar as escolas?

NETO: O Inep não informa ranking, mas a nota média de cada escola, que é importante para saber como está seu desempenho, desde que haja um processo de reconhecimento dos estudantes que participaram da prova. Temos a obrigação de tornar públicas essas informações. A partir dessa nota, as próprias escolas terão condições de tomar decisões sobre a qualidade do trabalho que estão realizando, e as famílias poderão escolher os colégios diante dessas informações.

E de que forma isso pode ser útil no caso das escolas públicas, que são a de pior desempenho?

NETO: São instituições de diferentes naturezas com diferentes tipos de financiamento. Mas, a partir do resultado do Enem, tem que ser feito um diagnóstico e depois políticas de avanço na qualidade de educação.

Como será tratada a questão dos sabatistas este ano?

NETO: No processo de inscrição, estava clara a opção por sabatista, e houve uma discussão com praticantes de religiões que guardam o sábado. Fazemos um grande esforço de respeito em relação a eles. Temos uma estrutura no período normal e outra no período noturno, para garantir que eles façam a prova.

Mas houve um diálogo específico com os judeus ortodoxos, que não puderam fazer o Enem 2009 no sábado?

NETO: Não há condições de ser em outro dia porque todo o processo de impressão e distribuição e logístico é único. Se colocar em outro dia, vamos ter que duplicar todo o esforço, trazendo um custo financeiro altíssimo. Embora eles sejam em menor número, teríamos que ter uma outra prova e transportar para locais em segurança e sigilo. É importante eles entenderem que estamos fazendo um esforço grande em atendê-los, mas que também temos limitações.

Mas não foi gasto mais dinheiro na contratação do consórcio Cespe/Cesgranrio com a dispensa de licitação e na escolha da gráfica RR Donnelly Moore, que não ofereceu o menor preço?

NETO: Toda a estrutura de contratações levou em consideração o caráter complexo de segurança e sigilo. Exigimos isso em todos os atributos. Há mais fiscais atuando, pois vimos que era necessário esse reforço. O requisito da gráfica foi segurança máxima. No edital, todos os pontos foram muito detalhados para isso. Com todo esse cuidado, o preço final por aluno é bastante razoável em relação ao custo final da operação, se comparável ao processo de qualquer vestibular do país. Mais do que razoável, é mais baixo.

Então os alunos podem ficar tranquilos de que não haverá vazamento de prova, nem questões anuladas por erro ou pela divulgação de gabaritos errados?

NETO: O Inep está trabalhando com forte afinco e seriedade diuturnamente para garantir todo o processo com segurança e precisão. Estamos fazendo o nosso melhor, tudo o que está ao nosso alcance para que, nos dia 6 e 7 de novembro, os alunos cheguem a seus locais de prova e façam o exame com a máxima tranquilidade.

Não haverá alunos precisando viajar para fazer a prova em outro município como em 2009?

NETO: A alocação está levando em consideração a residência do estudante, para que ele faça a prova num local próximo à sua casa. Se ele colocou o endereço direitinho na inscrição, ele será alocado perto de onde mora.





Com informações de OGlobo

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A Ditadura de Dilma

‘O maior castigo para aqueles que não se interessam por política, é que serão governados pelos que se interessam’.

Arnold Toynbee


A opinião pública brasileira chegou a um estado inédito de letargia. Do alto de seus quase 80% de aprovação, Lula pode dizer qualquer coisa. O bom entendedor está arrepiado.

Em sua excitação de Midas eleitoral, com a candidata fantasma disparando nas pesquisas, o presidente fala pelos cotovelos – e seus cotovelos andam dizendo barbaridades.

A mais grave delas, para variar, passou despercebida. Reclamando do Senado Federal, que lhe foi menos servil do que ele desejava, Lula anunciou:

“Penso em criar um ORGANISMO MUITO FORTE, juntando todas essas forças que nos apóiam, para que nunca mais a gente possa permitir que um presidente sofra o que eu sofri”.

A declaração feita num palanque em Recife, onde o presidente tornou-se uma espécie de semideus, é um escândalo. Ou melhor: seria um escândalo, se o Brasil não vivesse nesse atual estado de democracia anestesiada..

Lula está anunciando um “ORGANISMO” político para NEUTRALIZAR o Congresso Nacional. É o presidente da República, de viva voz, avisando que as regras da democracia não servem mais. Quer usar a ligação direta com as massas para enquadrar o Senado. O mais famoso autor de uma idéia desse tipo foi o führer Adolf Hitler.

Se o Brasil não estivesse imerso no sono populista, Lula teria que ser convocado imediatamente ao Congresso para explicar que “ORGANISMO” é esse.

As cartas estão na mesa, e são claras. Todas as tentações autoritárias da esquerda S.A. estão fervilhando com a disparada de Dilma, a candidata de proveta, na corrida presidencial. Chegou a hora de submeter o Congresso, a imprensa e as leis à República dos companheiros.

Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou: está sendo urdida uma força para-estatal para dar poderes especiais ao governo Dilma.

A vitória no primeiro turno seria o passo inicial do arrastão. Depois viria a Constituinte petista, com a enxurrada de “controles sociais” e “correções democráticas” que o país já viu sair das conferências xiitas bancadas por Lula.

Brasil divirta-se com a brincadeira de votar na mamãe. Depois comporte-se porque o organismo vem aí.


Guilherme Fiuza – Blog da Época

Uma Aula de História

O PT nasceu de cesariana, há 29 anos. O pai foi o movimento sindical, e a mãe, a Igreja Católica, através das Comunidades Eclesiais de Base.
Os orgulhosos padrinhos foram, primeiro, o general Golbery do Couto e Silva, que viu dar certo seu projeto de dividir a oposição brasileira.

Da árvore frondosa do MDB nasceram o PMDB, o PDT, o PTB e o PT...
Foi um dos únicos projetos bem-sucedidos do desastrado estrategista que foi o general Golbery.

Outros orgulhosos padrinhos foram os intelectuais, basicamente paulistas e cariocas, felizes de poder participar do crescimento e um partido puro, nascido na mais nobre das classes sociais, segundo eles: o proletariado.

O PT cresceu como criança mimada, manhosa, voluntariosa e birrenta. Não gostava do capitalismo, preferia o socialismo. Era revolucionário. Dizia que não queria chegar ao poder, mas denunciar os erros das elites brasileiras.

O PT lançava e elegia candidatos, mas não "dançava conforme a música". Não fazia acordos, não participava de coalizões, não gostava de alianças. Era uma gente pura, ética, que não se misturava com picaretas.

O PT entrou na juventude como muitos outros jovens: mimado, chato e brigando com o mundo adulto.

Mas nos estados, o partido começava a ganhar prefeituras e governos, fruto de alianças, conversas e conchavos. E assim os petistas passaram a se relacionar com empresários, empreiteiros, banqueiros.

Tudo muito chique, conforme o figurino.

E em 2002 o PT ingressou finalmente na maioridade. Ganhou a presidência da República. Para isso, teve que se livrar de antigos companheiros, amizades problemáticas. Teve que abrir mão de convicções, amigos de fé, irmãos camaradas.

A primeira desilusão se deu entre intelectuais. Gente da mais alta estirpe, como Francisco de Oliveira, Leandro Konder e Carlos Nelson Coutinho se afastou do partido, seguida de um
grupo liderado por Plinio de Arruda Sampaio Junior.

Em seguida, foi a vez da esquerda. A expulsão de Heloisa Helena em 2004 levou junto Luciana Genro e Chico Alencar, entre outros, que fundaram o PSOL.

Os militantes ligados a Igreja Católica também começaram a se afastar, primeiro aqueles ligados ao deputado Chico Alencar, em seguida, Frei Betto.

E agora, bem mais recentemente, o senador Flávio Arns, de fortíssimas ligações familiares com a Igreja Católica.

Os ambientalistas, por sua vez, começam a se retirar a partir do desligamento da senadora Marina Silva do partido.

Afinal, quem do grupo fundador ficará no PT? Os sindicalistas.

Por isso é que se diz que o PT está cada vez mais parecido com o velho PTB de antes de 64.

Controlado pelos pelegos, todos aboletados nos ministérios, nas diretorias e nos conselhos das estatais, sempre nas proximidades do presidente da República.

Recebendo polpudos salários, mantendo relações delicadas com o empresariado. Cavando benefícios para os seus.
Aliando-se ao coronelismo mais arcaico, o novo PT não vai desaparecer, porque está fortemente enraizado na administração pública dos estados e municípios. Além do governo federal, naturalmente.
É o triunfo da pelegada.

Lucia Hippolito


Diamantina, Interior de Minas Gerais, 1914.

O jovem 'Juscelino Kubitschek', de 12 anos, ganha seu primeiro par de sapatos.
Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras dificuldades, concluiu o curso de Medicina e se especializou em Paris.
Como Presidente , modernizou o Brasil.. Legou um rol impressionante de obras e; humilde e obstinado, era (E AINDA É) querido por todos.


Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não haver estudado.
Acha bobagem falar inglês.. 'Tenho diploma da vida', afirma..
E para ele basta.
Meses depois, diz que 'ler é um hábito chato'.
Quando era 'sindicalista', percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem trabalhar - sua meta até hoje.
************ ********* *****

Londres, 1940.

Os bombardeios são diários, e uma invasão eronaval nazista é iminente.
O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que vá para o Canadá.
Tranqüilo, o rei avisa que não vai.
Churchill insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não aceitam e a filha entra no exército britânico; como 'Tenente-Enfermeira', e, sua função é recolher feridos nos bombardeios.
Hoje ela é a 'Rainha Elizabeth II'.

Brasília, 2005.

A primeira-dama( ? que nada faz para justificar o título) Marisa Letícia, requer ' cidadania italiana ' -e consegue.
Explica, cândidamente, que quer ' um futuro melhor para seus filhos '.
E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS, CIDADÃOS E TRABALHADORES BRASILEIROS ?
************ ********* *****

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando. Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é instado a se explicar.
Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não sabia de nada', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo.
Disse que foi 'traído', mas não conta por quem.
************ ********* *****

Londres, 2001.

O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido, embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar para seu pai buscá-lo..
Com medo de envolver o pai num escândalo, o adolescente dá um nome falso.
A polícia descobre e chama Blair, ' que vai sozinho à delegacia buscar o filho '. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.

O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa, financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso.
O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu 'filhinho nessa sujeira'? ? ?
************ ********* *****

Nova Délhi, 2003.

O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens.
Adquire um excelente, brasileiríssimo ' EMB-195 ' , da ' Embraer ' , por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.

Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não serve.
Quer um dos caros, de um consórcio franco-alemão. Gasta US$ 57 milhões e, AINDA, manda decorar a aeronave de luxo nos EUA. ' DO BRASIL NÃO SERVE '.
************ ********* *****

Enem 2010: Conheça os critérios de avaliação da redação

Cada critério corresponde a uma porcentagem da nota do candidato

Cada redação do Enem é corrigida por dois avaliadores, e a nota final é a média entre os dois pareceres. O corretor considera cinco critérios, atribuindo 25%, 50%, 75% ou 100% para cada.

Veja o que cada competência significa na prática.

MODALIDADE ESCRITA:

Avaliam-se a correção gramatical e o padrão escrito do idioma. Para alcançar a pontuação máxima, evite erros ortográficos, de regência ou concordância. A língua escrita tem uma formalidade maior que a oral. Evite coloquialismos e gírias.

TEMA E TIPO DE TEXTO:

A banca quer saber se você entendeu o que foi pedido e consegue desenvolver o tema com conteúdo. Construa uma dissertação argumentativa com linguagem impessoal e objetiva, em uma estrutura organizada. Quanto ao tema, qualquer erro de interpretação pode ser fatal. Leia e releia a frase-tema várias vezes, prestando atenção a cada palavra. É importante que a argumentação tenha conteúdo, incluindo os conhecimentos obtidos no ensino médio.

COERÊNCIA:

Verifica se você construiu bem seu projeto de texto. É preciso criar uma tese, associar ideias e informações (inclusive o que está na coletânea de textos da prova), de modo que sua redação tenha um propósito global, um ponto de vista e uma linha de raciocínio, sem deixar partes "soltas".

COESÃO:

Avalia a capacidade em ligar as frases e parágrafos, evitando repetições excessivas. O uso de pronomes e conjunções é muito útil na variação de nexos semânticos entre as partes do texto.

PROPOSTA DE INTERVENÇÃO:

Verifica se você é capaz de articular a análise do problema a uma ou mais soluções. As propostas devem ter três qualidades: respeito aos direitos humanos, possibilidade de execução e coerência com as causas dos problemas. Evite soluções "mágicas" ou muito genéricas. Prefira algo mais concreto e específico.





Com informações de OGlobo

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Horário de Verão começa no dia 17 de outubro

A definição sobre a vigência da medida leva em consideração o Decreto nº 6.558/2008

O Ministério de Minas e Energia informou hoje que o Horário de Verão iniciará no dia 17 de outubro e terminará no dia 20 de fevereiro de 2011.

A determinação valerá para as regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, onde a população deverá adiantar o horário em uma hora.

Segundo o ministério, o Horário de Verão permite um aproveitamento da luz natural e estimula o uso racional da energia elétrica. Além disso, o adiantamento do horário em uma hora diminui a sobrecarga dos sistemas de transmissão e distribuição em épocas de maior consumo, o que reduz o risco de colapso no fornecimento.

A definição sobre a vigência da medida leva em consideração o Decreto nº 6.558/2008. O regulamento motiva que o período de ajuste dos relógios deve ter início no terceiro domingo do mês de outubro até o terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte.

Em média, é contabilizada uma redução aproximada de 5% na demanda por energia nas regiões que adotam o Horário de Verão.



Com informações de O GLOBO

Aprovada lei que aumenta salários e cria cargos no DETRAN

O vencimento base dos servidores sofreu reajuste

Os deputados da Assembleia Legislativa do Pará aprovaram lei alterando os vencimentos bases dos 1684 servidores do nível fundamental, médio e superior do Detran dispostos em 19 cargos de provimento efetivo, extinguiu nove cargos comissionados, entre diversas denominações de gerentes e assessores existentes, que abrigavam 121 servidores.

No entanto, criou quatro novos cargos sendo 60 de gerente de circunscrição regional de trânsito, A e B; 20 de secretário de Ciretrans A e mais 14 assessores. E por último, criou 195 funções gratificadas (FG-4) de chefia.

O vencimento base dos servidores de nível superior alcançará R$ 900,00, o de nível médio R$ 797,00 e o de nível fundamental em R$ 650,00. Já a grande maioria dos procuradores autárquicos (41) perceberá vencimento base de R$ 3.330,39.

A lei também alterou a organização do Detran, que após a promulgação pelo executivo terá reconhecida as circunscrições regionais como unidades administrativas sediadas nos municípios com competência para desenvolver todas as atividades relacionadas e previstas no Código de Trânsito Brasileiro, na Legislação de Trânsito Complementar e na presente lei aprovada, podendo os Ciretrans fiscalizar, registrar e realizar cadastro entre outras atribuições de forma autônoma.



Com informações de Diário do Pará

UFOPA abre inscrições para vestibular 2011

A universidade utilizará as notas do Enem neste processo seletivo

Começa hoje o período de inscrição para o processo seletivo da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

A universidade ofertará 1.200 vagas para o ano letivo de 2011. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas somente pela internet até o dia 24 de outubro.

A UFOPA utilizará a nota do ENEM para preencher as vagas que serão distribuídas igualmente nos turnos da manhã, tarde e noite.

Cada turno terá 400 vagas, destas, 50 vagas serão destinadas a candidatos indígenas.

No ato da inscrição, o candidato deve indicar a ordem de preferência por turno, além da edição do ENEM a ser considerada na seleção.

Conforme o edital, serão admitidos, em primeira chamada, os 1.200 inscritos melhor classificados no ENEM, com notas superiores a zero nas provas objetivas e redação.

Para efetuar a inscrição acesse o site VESTIBULAR UFOPA 2011

O site informado pela universidade apresenta problemas técnicos. Não conseguimos contato com a assessoria da UFOPA, porém, esperamos ter resolvido o problema até o fim do dia.


Notapajos

Tiririca Deputado Federal

sábado, 11 de setembro de 2010

Itaituba é o 5º município na Média da Evolução do PIB) entre 2002 e 2007

Em matéria publicada no dia 01 de setembro de 2010, a revista Veja destaca as 233 cidades médias brasileiras que tiveram no período de 2002 a 2007, uma taxa de crescimento econômico igual ou superior à nacional que foi de 4% ao ano.
Itaituba está entre as 5 cidades brasileiras que superaram essa marca, atingindo mais que o dobro desse percentual e estando a frente de muitas cidades do centro-Oeste, suldeste e sul do país.
O município de Itaituba se destacou pelo seu comércio forte, tendo nele, a sua principal fonte de renda, o que o tornou um pólo regional, atraíndo grandes grupos de distribuição de combustível (Petromilênio, Posto Mimoso, Distribuidora DNP), comércio varejistas e atacadistas como os supermecados Duvalle e Tradição, além dos supermacados já existentes, como o supermercado Itafrigo a rede de supermacados Alvorada.

Farol do Tapajós

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Jader Barbalho critica Ficha Limpa

O parlamentar deve recorrer da decisão do TSE.

O deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA), que teve seu registro de candidatura ao Senado negado na quarta-feira (1) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , reagiu de forma duríssima à sentença.

Ele disse que a lei da Ficha Limpa, que motivou a decisão da Justiça Eleitoral, é pior que o Ato Institucional número 5, o AI-5, baixado pela ditadura militar, em 1968, e que foi considerado o golpe dentro do golpe militar.

O AI 5 fechou o Congresso Nacional, cassou mandatos de parlamentares, proibiu manifestações públicas e, a partir dele, a linha dura tomou conta do regime de 64.

Em nota enviada ao GLOBO, Jader afirmou: Essa lei supera o AI-5 da ditadura militar que decretou a inelegibilidade de seus adversários por 10 anos. A proposta popular era tornar inelegíveis os políticos condenados. Eu não tenho nenhuma condenação".

Em outro trecho, Jader diz que a questão da renúncia não estava incluída na proposta popular assinada por 1,5 milhão de pessoas. O parlamentar paraense disse que a possibilidade de cassar registro de quem renunciou tem como objetivo atingir o ex-governador Joaquim Roriz, do Distrito Federal. "A emenda da renúncia é um passageiro clandestino, colocado, na surdina, para atingir a Joaquim Roriz, visando o governo do Distrito Federal. O povo não tomaria uma decisão tão débil".

Jader confirmou que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse que cassar candidatura de quem renunciou é inconstitucional e comparou o poder de retroagir da lei do Ficha Limpa ao divórcio. "É a mesma coisa que o Congresso criar hoje uma lei tornando o divórcio ilegal. E dizer que isso vale para quem se divorciou nos últimos dez anos. Ou seja, torna-se bígamo aquele que se casou novamente nos últimos dez, vinte ou trinta anos".


Com informações de G1

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Três municípios que mais desmataram em julho estão no Pará


Dados do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), divulgados nesta quarta-feira (1º), mostram que os três municípios que mais desmataram no mês de julho deste ano estão localizados no Pará. O primeiro da lista é Altamira, com 21 quilômetros quadrados de desmatamento. Em seguida vem Novo Repartimento, com 11 quilômetros quadrados, e Itaituba, com oito quilômetros quadrados de devastação.


O Pará também aparece como o responsável pela maior parte do desmatamento registrado no mês. Em terras paraenses foram devastados 51% dos 155 quilômetros quadrados detectados na Amazônia Legal. Em seguida estão Mato Grosso (23%), Rondônia (9%), Amazonas (8%), Acre (8%), e Tocantins (1%).


Redução - Na comparação com o mês de julho de 2009 houve uma redução de 71% no desmatamento na Amazônia Legal. No mesmo período do ano passado, o SAD (Sistema de Alerta de Desmatamento) detectou 532 quilômetros quadrados de desmatamento.


No acumulado do ano (agosto de 2009 a julho de 2010), o desmatamento atingiu 1.766 quilômetros quadrados. Em comparação com o período anterior (agosto 2008 a julho 2009) quando o desmatamento somou 1.766 quilômetros quadrados, houve redução de 16%.


No ano, a devastação resultou no comprometimento de 95,6 milhões de toneladas de gás cabônico equivalente, as quais estão sujeitas a emissões diretas e futuras por eventos de queimadas e decomposição. Isso representa uma redução de 20% em relação ao período anterior (agosto de 2008 a julho de 2009) quando o carbono florestal afetado pelo desmatamento foi cerca de 121 milhões de toneladas de C02 equivalente.


Áreas atingidas - As florestas degradadas (florestas intensamente exploradas pela atividade madeireira e/ou queimadas) na Amazônia Legal somaram 159 quilômetros quadrados em julho de 2010. Desse total, a maioria (57%) ocorreu no Pará, 32% em Mato Grosso, 5% em Rondônia, 3% no Acre, e 3% no Amazonas.


Em relação a situação fundiária, em julho de 2010, a maioria (67%) do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante do desmatamento foi registrado em Assentamentos de Reforma Agrária (20%), seguido de Unidades de Conservação (9%) e Terras Indígenas (4%).


O SAD registrou 31 quilômetros quadrados nos assentamentos de Reforma Agrária durante julho de 2010. Os assentamentos mais afetados pelo desmatamento foram Jacaré-Açú (Novo Repartimento; Pará), Rio Juma (Apuí; Amazonas), e Campos de Pilar (Aveiro; Pará).


Foram detectados 13 quilômetros quadrados de desmatamento em Unidade de Conservação. As Unidades de Conservação que sofreram maior desmatamento foram APA Triunfo do Xingu (Pará), Resex do Rio Jaci-Paraná (Rondônia) e a Rebio nascente Serra do Cachimbo (Pará).


Em julho de 2010, foi possível monitorar 79% da área com cobertura florestal na Amazônia Legal.
ORM

Jornal da Globo entrevista José Serra

O candidato do PSDB à Presidência da República conversa com William Waack e Christiane Pelajo. Esta foi a segunda de uma série de entrevistas do Jornal da Globo com os principais candidatos
Christiane Pelajo: Boa noite, candidato. Seja bem-vindo.

William Waack: Boa noite.

Christiane Pelajo: O senhor colocou as esperanças, suas esperanças eleitorais no início da propaganda na TV. Foi quando a vantagem da sua adversária aumentou. O que que deu errado, candidato?




José Serra: Olha, pesquisa é uma coisa que fotografa o momento, fotografa um instante, não é um filme, né? A campanha eleitoral de verdade está acelerando agora porque nós estamos no último mês de campanha de fato. É aí que as pessoas vão fazer a sua cabeça. Pesquisa é fotografia do instante como em outros instantes eu estava na frente, outros instantes estava atrás. O fundamental agora é trabalhar para mostrar para as pessoas quais são as nossas propostas, as nossas ideias pro Brasil. E eu estou muito confiante, Christiane, porque eu... Já é a minha nona campanha. Eu nunca vi pessoas na rua tão afetivas, tão engajadas, tão esperançosas de que a gente possa vencer e eu estou confiante em que isso vai acontecer.

William Waack: Parece que essas pessoas às quais o senhor se refere estão mais confiantes que aliás muitos dos seus colegas de coligação. Muitos não têm aparecido com o senhor na campanha. O que que está acontecendo?

José Serra: Não, olha, qualquer lugar que eu vá no Brasil inteiro sempre tem um pessoal que está batalhando ao meu lado. Isso é no Brasil inteiro. Cada um está fazendo sua campanha...

William Waack: Eu digo candidatos a governador. Alguns, parece que preferiram aparecer sozinhos, sem fazer menção à sua candidatura.

José Serra: Não, olha, inclusive, não é permitido a um candidato a governador, a um candidato ao senador, ao Senado, promover uma candidatura nacional. Você tem o risco de perder o tempo de televisão por um equívoco dessa natureza. É muito limitado o que candidatos locais podem fazer, em função, na TV, no horário eleitoral, em função da campanha nacional.

Christiane Pelajo: Alguns analistas dizem que a campanha do senhor nem parece de oposição. O senhor chegou a colocar uma foto sua ao lado do presidente Lula, exibir isso na televisão. Qual é, afinal, a bandeira da oposição?

José Serra: Não, não teve nada a ver com coisa de ser oposição. O que dizia lá era outra coisa. É que o Lula tinha uma história como eu, como outros, e que a Dilma não tinha essa história, era uma pessoa desconhecida - não tinha disputado eleição, não tinha uma história realmente conhecida, não era uma pessoa conhecida, experimentada na política como é o Lula, como sou eu. Foi só isso, isso está longe de ser qualquer espécie de agrado, é apenas uma constatação.

Christiane Pelajo: Mas por que então, candidato, os partidos de oposição - DEM e PSDB – hesitaram tanto em fazer oposição?

José Serra: Porque o Lula, veja, uma coisa é o que se fez quanto no Congresso. É que o PSDB tem um estilo que não é o de jogar no quanto pior, melhor, quando está na oposição. Trabalha pelo Brasil. Se tem alguma coisa do governo que presta, o partido apoia, não faz aquela oposição, sabe, de terra arrasada. Isso não é feito. Logo, às vezes isso é confundido com suavidade na oposição. Na verdade, a oposição não pode jogar contra o Brasil. Quem tinha experiência do quanto pior melhor é o PT. O PT não permitiu votar a favor de Tancredo Neves quando ele se elegeu, não homologou ou, vamos dizer assim, foi contra a atual Constituição, foi contra o Plano Real, foi contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, votou contra o Fundef, que era mais dinheiro pras... para a educação nas regiões mais pobres do Brasil. Enfim, votou contra tudo na linha do quanto pior melhor quando era oposição. O PSDB no governo do PT não fez a mesma coisa...

William Waack: Candidato...

José Serra: Então isso às vezes é confundido com tibieza, com fraqueza da oposição. Não, é espírito público.

William Waack: Candidato, é evidente que nós estamos discutindo aqui as suas táticas eleitorais.

José Serra: Uhum....

William Waack: As três primeiras perguntas foram em relação a isso. Aparentemente ela não está funcionando. Isso que o senhor disse de suavidade e tibieza aparentemente é o que está sendo passado para o público...

José Serra: Não, não da campanha. Eu estava dizendo suavidade e tibieza porque ela falou do PSDB no governo, durante o governo, nos anos anteriores. Agora nós estamos...

William Waack: Ela falou em fazer oposição...

José Serra: Agora nós estamos em uma campanha eleitoral. A campanha eleitoral, para mim, não é algo para você ficar estrebuchando, para ficar, sabe, espumando. É para ir apresentando, pouco a pouco, as ideias. É apresentar aquilo que foi feito, sem mistificação, porque as coisas que estão apresentando que eu fiz, eu fiz de verdade. No caso, por exemplo, da candidata do PT, atribuem a ela coisas, inclusive, que ela não tem nada a ver, porque é uma coisa que está sendo construída. É ir mostrando... E eu tenho plena confiança de que essa campanha na TV, mais outras coisas, porque campanha não se resume a televisão, vai nos levar, William, a uma virada e à vitória. Eu estou convencido disso, sinceramente, e eu raciocínio nesses termos.

William Waack: Eu tenho mais uma pergunta sobre problemas na sua campanha. No inquérito do Mensalão do DEM de Brasília, por exemplo. A Polícia Federal...

José Serra: Olha, William...

William Waack: Posso, só posso completar a pergunta?

José Serra: Sim.

William Waack: A Polícia Federal chama o ex-governador de chefe de uma organização criminosa. Ele pertenceu ao DEM, um partido tradicionalmente aliado ao PSDB, como todas as pessoas interessadas em política sabem. Nós podemos assumir que isso prejudicou a sua campanha?

José Serra: Eu acho que não. Mas de... Já que você tocou no assunto criminoso, deixa eu tocar noutro assunto. Hoje veio a público um fato criminoso. Qual foi? O sigilo fiscal da minha filha foi quebrado num ato criminoso, no ano passado, para efeito de exploração política. Até porque blogs sujos da campanha do PT, que eles usam muito isso, já estavam pondo dados do ano passado. Não porque tenha algum problema, ela é ficha limpa, não tinha problema nenhum, mas eles começaram a pôr já naquela época. Ela até me disse: "olha, eu acho que devem ter andado espionando os meus dados, porque aí são só coisas que estão no Imposto de Renda", perfeitamente declarado, não houve... nunca caiu na malha nem nada parecido. Então este é um ato criminoso. Já há vários que tiveram seus sigilos quebrados para efeito político-eleitoral. E outros terão sido por outros motivos. Mas neste caso é claríssimo. E é um jogo, ao meu ver, sujo, é um jogo baixo. Aliás, utilizar filho dos outros para ganhar eleição eu só me lembrava do Collor ter feito isso com o Lula, lembra? O Collor utilizou uma filha do Lula, a turma do Collor montou essa história para ganhar do Lula em 89. E o Collor ganhou. Agora a turma da Dilma está fazendo a mesma coisa, pegando milha filha, que não faz política, que é uma mãe de três crianças pequenas, que trabalha muito para criar as crianças juntas, para poder viver... Meter nesse jogo político sujo para me chantagear porque tem preocupação quanto à minha vitória. Eu não tenho nenhuma... nenhum problema nesse sentido. A Dilma, aliás, está repetindo aquilo que o Collor fez e mais, agora o Collor está do lado dela. Quem sabe talvez ele tenha transferido a tecnologia.

William Waack: Candidato, a Receita está dizendo em Brasília que essa quebra de sigilo foi feita a pedido da sua filha...

José Serra: É mentira, mentira descarada. Mentira descarada. E agora, você sabe, esse pessoal mente, eles são profissionais da mentira. Então são profissionais da mentira. Eles já... Mentem e dizem qualquer coisa. Tem que provar isso.

Christiane Pelajo: Candidato, vamos voltar à pergunta anterior do William...

José Serra: Vamos voltar...

Christiane Pelajo: Sobre o mensalão do DEM...

José Serra: Mas eu, eu... Eu achei importante fazer esse esclarecimento, porque esse assunto está circulando, entrou assunto de criminoso... Criminosos são esses que estão usando a campanha, estão usando questões, atacando família, para efeito de colher dividendos eleitorais. Inútil, inútil. Porque estão trabalhando em cima de gente ficha limpa. Mas esses gestos são criminosos. Se eles fazem isso na campanha eleitoral da Dilma, imagina o que vão fazer se ganharem as eleições. Imagina o que fariam se ganhassem. Ainda bem que a minha expectativa é de eu ganhar.

Christiane Pelajo: Em relação ao mensalão do DEM, a pergunta que eu fiz para o senhor?

José Serra: Olha, o mensalão do DEM teve menos volume de toda maneira do que o mensalão do PT, menos gente. Segundo, teve uma diferença: o pessoal do mensalão foi expulso. É... o mensalão do DEM... foram todos mandados embora do DEM. No caso do PT, continuam mandando, como o José Dirceu. O José Dirceu é um dos comandantes da campanha da Dilma, cogitado inclusive para fazer parte do governo dela, e era o chefe... Aliás, de toda aquela quadrilha de 37, 38 pessoas que foram denunciadas pelo Ministério Público ao Supremo Tribunal Federal, ele era o chefe de tudo. E está aí, da mesma maneira que outros estão se candidatando, fazendo etc. Então foi, praticamente, só o Delúbio saiu depois de muito tempo. E, ainda, digamos assim, tem proximidade muito grande. No do DEM, pelo menos, foi todo mundo mandado embora e mais ainda, tinha um volume, um alcance, muito menor.

William Waack: Vamos seguir adiante com perguntas...

José Serra: Vamos.

William Waack: Um pouco mais conceituais...

José Serra: Claro, vamos lá.

William Waack: Falamos bastante da política diária. Por exemplo, o governo do qual o senhor fez parte... Aliás, não só o governo federal, mas na... Está na tradição do PSDB uma, uma visão de privatização de, de... De ativos estatais que viraram alvo do PT. E sumiu da propaganda tucana. O PSDB hoje tem vergonha das privatizações?

José Serra: Não, é porque não tem privatização no caminho. Não tem privatização. A... O caso...

William Waack: Não tem nada mais para privatizar?

José Serra: Não. O caso mais bem sucedido de privatização no Brasil foi telecomunicações, que o Lula já elogiou, que a Dilma já elogiou, que todo mundo elogia. Porque uma coisa é quando eles fazem campanha e outras é quando estão trabalhando. Foi altamente elogiada. Não fosse aquilo que foi feito pelo governo Fernando Henrique, não teria tanto celular e tanto telefone no Brasil. Eu declarava, Imposto de Renda, o telefone no Imposto de Renda, porque era uma raridade, lembra? Valia uma fortuna.

Christiane Pelajo: Quer dizer, num eventual governo do senhor, o senhor não privatizaria nada?

José Serra: Aquela... Não tem o que privatizar no horizonte. Agora, o Lula, o governo Lula privatizou dois bancos mais. Não refez nada do que tinha antes. Eles usam isso como campanha eleitoral. Agora, eles fizeram um tipo de privatização. Sabe qual é? De entregar, por exemplo, os Correios, que era uma empresa eficiente, para grupos políticos que ficam lá montando negócios. É um escândalo atrás do outro. Ou seja, usam o correio para fins privados. Eu, no governo, vou usar o correio para fins públicos. Essa privatização que tem hoje no Brasil, ela é muito pior do que qualquer outra, porque você tem uma Petrobras, você entrega a diretoria disso, a diretoria daquilo, para tal político ou para tal grupo de políticos, né, que vão aproveitar a Petrobras ou para fazer negócios ou para favorecer os amigos e tudo mais. Isto se espalhou por toda a administração. Que que eu vou fazer? Eu vou desprivatizar, nesse sentido, toda a administração pública, inclusive as empresas. O que é público vai continuar público e não sendo usado por políticos num loteamento. Veja, isso aí não tem nada a ver...

William Waack: Posso... Posso pedir sua licença? É que nós estamos chegando na metade da entrevista e temos mais dez minutos logo depois do intervalo. Fique aqui conosco por favor, nós voltamos daqui a um instante. Até já.


--------------------------------------------------------------------------------

Christiane Pelajo: A gente volta agora nossa entrevista com o candidato do PSDB, José Serra. Nós temos nove minutos a partir de agora, candidato. Candidato, o senhor diz que o câmbio – como está – com o dólar muito barato é prejudicial à economia porque as exportações brasileiras dessa forma perdem competitividade. Mas como é possível fazer isso sem mexer no câmbio flutuante e livre, que é uma conquista que deve ser preservada?

José Serra: Sem dúvida nenhuma. Eu acho que é uma conquista que deve ser preservada. Agora, tem o seguinte, hoje, do jeito que tá, nós não conseguimos vender lá fora e mais ainda: a produção no Brasil vai sofrendo uma concorrência absolutamente injusta. Por exemplo, calçados, por exemplo, têxtil. Até indústria de colheitadeiras. Outro dia eu fui no Rio Grande do Sul, num município que produz, né, colheitadeiras. Agora estão entrando os chineses. E nós somos muito mais eficientes. Por quê? Por causa desse mecanismo torto da relação câmbio-juros. Agora, a causa disso são os juros siderais. Nós temos, continuamos com a maior taxa de juros do mundo. E, ao contrário do que a Dilma disse aqui ontem, aumentando a distância em relação ao resto do mundo, ao resto do mundo, e não convergindo como ela disse, que é um absurdo completo. Isso é falta de informação. Agora, aí o que que acontece? O câmbio muito alto provoca - porque entra dólar pra especulação, porque paga muito - que o câmbio artificialmente fique irreal. Resultado: em vez do turista ir pro Nordeste, ele vai pra Miami, que é mais barato. Em vez do, do... de a gente comprar brinquedo aqui, você compra brinquedo chinês. E várias outras coisas. Isso cria empregos noutros lugares, e não no Brasil. Eu vou mudar isso. Eu não vou mudar no, no tapa...

William Waack: Via juro?

José Serra: No susto... Com o quê? Formando uma equipe econômica entrosada, em vez de ficar cada um atirando pra um lado, entre Banco Central, Fazenda, Planejamento, que vão trabalhar direito tendo como meta uma política de juros e cambial que seja mais condizente com o que a gente quer, que é o emprego no Brasil e o crescimento sustentado. Porque essa outra política está levando a um déficit externo crescente. Nós estamos com um déficit vertiginoso - o maior da história do Brasil –, não tem reflexo a curto prazo, mas pode ter no ano que vem, no outro, no outro. Então, a gente tem que enfrentar isso com conhecimento, com cuidado, com paciência e com determinação.

William Waack: Candidato, o senhor tem sido uma voz crítica em relação a políticas econômicas do governo. Agora, quando foi a hora de mandar um programa de governo e registrá-lo no TSE, o senhor mandou trechos de discursos. Afinal qual é o seu plano...

José Serra: É, não foram trechos. Foram os discursos completos. Por quê? Porque o meu discurso não foi uma peça de propaganda. Lá está tudo o que eu considerei como as diretrizes fundamentais. Foi o discurso de introdução à candidatura e o discurso da convenção, que eu mesmo, pessoalmente, trabalhei vários dias. Lá es... tem, está a essência de tudo aquilo que a gente quer pro Brasil. Isso foi mandado pra Justiça Eleitoral. De lá pra cá, nós estamos trabalhando na internet, com reuniões por todo Brasil, recolhendo milhares e milhares de opiniões, de sugestões e vamos apresentar o detalhamento, como eu fiz quando fui eleito prefeito, quando eu fui eleito governador, com os pontos do programa... Vários eu já tenho apresentado, por exemplo, criar um milhão de vagas novas no ensino técnico no Brasil, fa... Cento e cinquenta e tantos ambulatórios médicos de especialidades, que são policlínicas. Tudo isso vai aparecer direitinho como propostas tópicas para cada ponto etc.

William Waack: O senhor me permite insistir nesse ponto...

José Serra: Agora, tudo isso eu já tinha dito e anunciado que iria fazer nos meus discursos, que são peças de programa de governo, e também no horário eleitoral e nas minhas dezenas de entrevistas, inclusive a esta emissora.

William Waack: Deixa eu voltar a esse ponto e amarrar essas duas perguntas, candidato.

José Serra: Sim.

William Waack: O senhor fala nos juros e isso todo mundo sabe. O senhor fala na piora das contas externas e o próprio governo admite. Agora...

José Serra: Admite mas não na... Na campanha eleitoral...

William Waack: Onde... O que é direito dele, até.

José Serra: Sim.

William Waack: Onde o senhor vai atacar? Quer dizer, o que todo mundo espera de um candidato Serra é um grau forte de intervencionismo na economia.

José Serra: Olha, o que deve se esperar de mim é uma atitude favorável à produção. À produção e ao emprego. Eu não vou ser contra nada. Eu vou ser a favor disso e vou trabalhar nessa direção. Eu, aliás, você sabe, eu sou economista, eu não sou médico - e muita gente pensa que eu sou médico porque fui ministro da Saúde – sei, entendo bastante de política econômica. No meu período de exílio, convivi em vários países, até assessorando, fazendo. Já ocupei cargos aqui no Brasil nessa área. No Congresso, durante um tempo, eu era talvez o parlamentar ligado, mais ligado à economia que tinha em todo o Congresso Nacional. Na Constituinte, fiz muita coisa nessa direção. Então é um assunto que eu tenho toda a informação, que eu sei trabalhar e vou trabalhar de maneira a que a gente possa manter o nosso crescimento, e inclusive acelerar, com vistas ao aumento do emprego, que é a questão fundamental. E o empresário que gera emprego, empresário que gera emprego também vai ganhar pra que possa ficar reinvestindo. Isso é fundamental. Agora, o Brasil tem três coisas perversas: a maior taxa de juros real do mundo – que não tem motivo pra isso. Segundo: a maior carga de impostos do mundo em desenvolvimento. Nenhum país em desenvolvimento cobra tanto imposto quanto o Brasil. Eu fui nesta semana, no dia lá que o impostômetro mostrou 800 bilhões de reais arrecadados até 31 de agosto. É muito dinheiro. Os brasileiros trabalham cinco meses do ano só pra pagar imposto. Nós temos a maior carga. Isso tem que diminuir ao longo do tempo até pra que a gente possa ter produção e emprego. E o terceiro aspecto é que a taxa de investimento governamental, ou seja, aquilo que o governo investe, em estradas, nisso, naquilo, é uma das mais baixas do mundo, era a penúltima do mundo. Só o Turcomenistão estava pior do que o Brasil.

Christiane Pelajo: Candidato...

José Serra: Você assistindo a televisão, propaganda, entrevista às vezes de gente do governo tende a pensar o contrário. Mas é um país que está sem investimentos nessa área, por isso que as coisas andam muito devagar.

Christiane Pelajo: Candidato, a gente queria...

José Serra: Nos estados em alguns lugares andou depressa porque os governadores – como foi o caso de São Paulo – trabalharam bem.

Christiane Pelajo: A gente queria abordar um outro tema. O senhor tem acusado o governo de países vizinhos de cumplicidade com o tráfico. Caso o senhor seja eleito, o senhor vai fazer o que com relação a esses países?

José Serra: Eu vou pressioná-los. É o caso da Bolívia. Diplomaticamente, ninguém vai intervir na Bolívia nem nada parecido. Mas o Brasil tem feito muitas coisas boas para a Bolívia, né? Deixou a Bolívia pegar a refinaria da Petrobras, tá fazendo uma estrada agora. Enfim, o Brasil ajuda a Bolívia. Eu acho que é normal um país, diplomaticamente, pressionar o outro para que procure impedir a exportação ilegal, contrabando de cocaína para o Brasil. Estima-se que, de 50% a 80% - dá na mesma, porque é tanto, é como cair do 50º ou do 80º andar. É muita cocaína. Ela vem da Bolívia. Eu acho que tem... É impossível que o governo boliviano não seja cúmplice disso, entende? Porque está se fazendo no seu território. Então é legítimo que o Brasil pressione. Uma coisa é ideologia, se são simpáticos ao governo boliviano, se o PT gosta etc., e outra coisa é o interesse nacional. No caso, o interesse da segurança da população, porque a droga leva ao crime e arruína a vida do jovem sob a forma do crack. Agora, isso não elimina também o nosso papel, que é de fazer... combater o contrabando, ocupando as nossas fronteiras que neste momento não estão ocupadas.

Willian Waack: Candidato, olhando para o relógio, eu acho que a gente tem tempo para mais uma pergunta. E o senhor se referiu ao crack. Cracolândia, São Paulo, o senhor teve...

José Serra: Não é só São Paulo. Cracolândia tem em todo Brasil.

Willian Waack: Tem, mas a Cracolândia de São Paulo é um símbolo. É um símbolo que o senhor tentou acabar, como prefeito e governador. Foi difícil e não deu certo. O que falhou?

José Serra: Não, não é que não deu certo. Melhorou. Agora, você não pode, você não pode encarcerar um drogado. Quer dizer, você... Às vezes você vai num lugar e o pessoal que está já viciado na droga continua indo. Você tem que combater o traficante. Pela lei, você não pode prender um drogado. Agora, pra droga, tem muito a fazer. Tem que parar a entrada de droga no Brasil. Ela caiu, William, 50% de preço desde mil... desde os anos 80. Perdão, 50 vezes e não 50%. Ela virou de graça, porque entra à vontade no Brasil pela fronteira. Segundo, tem que combater por dentro, na fronteira, e os traficantes. Terceiro tem que fazer campanha educacional na nossa juventude, em todas as escolas, em tudo. Quarto, tem que tratar os dependentes químicos...

Willian Waack: Mas não está faltando justamente isso?

José Serra: Eu tratei, nós começamos, eu comecei como governador uma experiência diferente no Brasil de criar clínicas próprias para tratamento de dependentes químicos, coisa que o PT e o governo, o Ministério da Saúde, não são a favor, porque acham que não pode criar uma clínica para tratamento etc. Isso funcionou muito bem.

Willian Waack: Desculpa interrompê-lo. É que nosso tempo está acabando. O senhor concluiu, pelo menos, o seu raciocínio?

José Serra: Construí.

William Waack: Tá. Muito obrigado pela entrevista.

José Serra: Muito obrigado, William. Muito obrigado a vocês dois.

Cristiane Pelajo: Obrigada e boa noite.

José Serra: Muito bom para mim vir aqui dar esta entrevista.

William Waack: Obrigado.

Cristiane Pelajo: Obrigada.


Jornal da Globo