sábado, 21 de novembro de 2015

Emprego no Pará tem saldo negativo pelo 3º mês seguido

Foto: Arquivo (O Liberal)
Foto: Arquivo (O Liberal)
Num reflexo da economia em recessão e da baixa confiança de empresas e famílias, o estoque de empregados no Estado do Pará registrou pelo terceiro mês consecutivo saldo negativo. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), foram eliminados 9.136 postos de trabalho no Estado em outubro, decorrente de 23.888 admissões contra 33.024 desligamentos.

Na comparação com as demais Unidades da Federação, o Pará foi o 6º Estado que mais perdeu empregos celetistas no mês. Somente São Paulo (-50.423), Minas Gerias (-24.502), Rio de Janeiro (-19.088), Bahia (-10.409) e Goiás (-9.866) apresentaram desempenhos piores. No geral, apenas quatro Estados registraram saldo positivo de trabalhadores formais, com destaque para Alagoas, que gerou 6.456 novos postos de trabalho, e Sergipe, com 1.063 postos. Em todo o País, foram eliminados 169.131 postos de trabalho, equivalentes à retração de 0,42% no estoque de assalariados com carteira assinada do mês de setembro. 
O resultado do mercado de trabalho formal do Pará, como também o do País, foram os piores já observados para o mês de outubro desde o início da série histórica, iniciada em 1992. O desempenho paraense no mês chega a ser 1,15% inferior ao de setembro, que apontou uma redução de 741 empregos com carteira assinada em comparação a agosto. Esse é o terceiro mês seguido de redução de postos, depois do Estado abrir o segundo semestre como o principal gerador de empregos do País, com a criação de 2.634 novos postos em julho. 
De acordo com o Caged, o resultado atual decorreu do declínio do emprego principalmente nos setores da Construção Civil (-6.435 postos, devido, em grande parte, às atividades relacionadas às Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações, que suprimiram 6.435 postos de trabalho) e da Agropecuária (-1.331 postos). Também apontaram quedas nos empregos formais os setores de Serviços (-785), do Comércio (-302), da Indústria da Transformação (-273) e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública - SIUP (-32). Em relação ao desempenho, as maiores quedas percentuais no mês foram observadas nos setores da Construção Civil (-5,60%), da Agropecuária (-2,37%), dos Serviços Industriais de Utilidade Pública - SIUP (-0,39%), de Serviços (-0,30%) e da Indústria da Transformação (-0,30%).
Os dados do Caged apontam ainda que, na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, nos primeiros dez meses do corrente ano, houve uma retração de 16.480 postos (-2,03%) no mercado de trabalho formal paraense. No geral, foram 293.708 admissões contra 310.188 desligamentos entre janeiro e outubro de 2015. Ainda na série com ajustes, nos últimos 12 meses, verificou-se queda de 4,23% no nível de emprego, representando a redução de 35.072 postos de trabalho - 349.702 admissões e 384.774 demissões.
Altamira aparece como o principal responsável pelas demissões do Pará, respondendo por 65,9% do saldo negativo do Estado. Foram 6.021 menos postos em outubro (-14,44%), de um total de 7.429 trabalhadores demitidos no mês e apenas 1.408 contratados. Marabá também apresentou saldo negativo em outubro, da ordem de menos de 403 postos, seguido por Redenção (-240), Dom Eliseu (-193) e Santarém (-161). Na outra ponta, Itaituba, Barcarena e Salinópolis aparecem como os principais geradores de emprego no último mês, com mais 201, 101 e 58 carteiras assinadas, respectivamente.

Fonte: ORM News

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