sábado, 31 de julho de 2010

Candidatos ao governo visitam o interior

Mobilização no interior. Essa foi a estratégia adotada pela maioria dos candidatos ao governo do Estado do Pará no dia de ontem. A realização de campanhas ocorre em diferentes localidades como Marabá, Salinas e Juruti.

Levando a caravana do PSol ao sudeste do Estado, o candidato Fernando Carneiro esteve ontem em Marabá, onde participou da Festa da Reforma Agrária e da Agricultura Camponesa, em comemoração aos 11 anos de lutas e conquistas do Assentamento 26 de Março. “A elevação da taxa de desmatamento no Estado está diretamente ligada às atividades econômicas extensivas, como mineração, pecuária e exploração madeireira, e também a esse processo de concentração fundiária e de grilagem de terras”, criticou Carneiro.

O candidato Cleber Rabelo, do PSTU, integrou uma série de atividades promovidas pelo Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), no assentamento “Celeiro de bênção”, no bairro do Tapanã, em Belém. O encontro contou com dezenas de pessoas que discutiram a solução para se construir uma reforma agrária e urbana no país. “Sabemos que até hoje nunca houve reforma agrária de verdade no nosso país. O governo só beneficia grandes latifundiários, enquanto os trabalhadores são criminalizados por se organizarem pela luta por terra”, disse Cleber.

Pela manhã, o candidato do PMDB, Domingos Juvenil, esteve reunido com lideranças políticas de Paragominas e Belém. À tarde, ele recebeu candidatos aos cargos de deputado estadual e federal pelo partido para discutir estratégias e propostas. No fim do dia, junto com a equipe de assessores, foram acertados os detalhes da viagem de hoje a Juruti. Além do município, Juvenil também visita nesse final de semana os municípios de Oriximiná e Itaituba.

Lideranças políticas e sociais da região do Caeté, em Salinópolis participaram de encontro com a governadora Ana Júlia Carepa (PT) ontem. Obras e serviços realizados pelo Estado foram os temas debatidos no evento, que contou com a presença do candidato a vice-governador Anivaldo Vale (PR) e de concorrentes ao pleito de deputado estadual e federal da aliança.

No Marajó, o candidato tucano Simão Jatene realizou uma caminhada no centro de Breves. Depois de visitar o município, o destino da agenda foi São Caetano de Odivelas e Vigia, no nordeste paraense. Lá, eles participaram de carreata e caminhada pelo centro da cidade.




Diário do Pará

terça-feira, 27 de julho de 2010

TRE começa a julgar pedidos de registro

A lista de todos os pretensos candidatos que terão seus pedidos julgados nesta terça-feira


Às 8h30 desta terça (27), a Corte do Tribunal Regional Eleitoral começou a julgar os processos relacionados a pedido de registro de candidatura. Ao todo, segundo a Secretaria Judiciária (SJ), setor responsável por toda a formalização dos pedidos, 78 processos devem ser julgados extraordinariamente, de forma prioritária, pelos sete juízes do Pleno. Além desses, 14 outros feitos ainda estão previstos na pauta da sessão ordinária.

A lista de todos os pretensos candidatos que terão seus pedidos julgados nesta terça-feira (27) está afixada no quadro de avisos do hall de entrada no plenário do Tribunal. O trabalho dos juízes, ainda que votem alguns processos em bloco, deve entrar pela tarde. Já está confirmado que nenhum processo com pedido de impugnação seja do Ministério Público Federal, de partidos, de coligações ou de qualquer cidadão, entrará na pauta de hoje.

O prazo final para o julgamento dos 820 pedidos de registro de candidatura termina no dia 5 de agosto. As informações são do TRE-PA.


No Tapajos

Problemas técnicos deixam milhares de paraenses sem internet

O problema foi detectado na manhã da última segunda-feira (26).


Problemas com a EMBRATEL deixaram milhares de internautas paraenses sem internet.

Órgãos, empresas, escolas e vários estabelecimentos comerciais e privados estão com as atividades paralisadas.

Após um dia em busca de informações sobre a falha nos serviços, conseguimos contato com a empresa (EMBRATEL) que, sem muitos detalhes, nos informou que uma falha na fibra ótica ocasionou a suspensão dos serviços.

Há informações de que em Altamira/Pa, um trator teria rompido a fibra ocasionando a interrupção dos serviços.

A EMBRATEL, informou ainda, que já está realizando reparos e a previsão é de que os serviços retornem ainda nesta terça-feira (27).

Por volta das 12h30 os serviços foram restabelecidos, ainda que precariamente.


Fonte : Notapajós

domingo, 25 de julho de 2010

ARCA DE NOÉ BRASILEIRA

Um dia, o Senhor chamou Noé que morava em ITAITUBA e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Pará seja coberto pelas águas.


Os maus serão destruídos,


mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.


Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa,

quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor suplicou o homem.

Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:

Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura ,
mas para isto, precisa ter prefeito, além das altas taxas para obter o alvará,

me pediram ainda uma contribuição para a campanha para reeleição do prefeito da base do PT.

Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui
empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros ...
O Corpo de Bombeiros
exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.

Começaram então os problemas com o IBAMA e a
SEMA para a extração da madeira.

Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento " e um tal de

"Plano de Manejo ". Cujo quais levam aproximadamente de 02 a 03 anos para ser aprovados.

Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de
animais guardados em meu quintal.

Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável " e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque,

para este crime, a lei é mais branda.

Quando resolvi começar a obra, na raça,apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Florestal para retirada da madeira, e um Engenheiro Naval
responsável pela construção.

Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.

Veio em seguida a Receita Federal , falando
em " sinais exteriores de riqueza " e também me multou.

Finalmente, quando a Secretaria de Municipal do Meio Ambiente pediu o " Relatório de Impacto Ambiental " sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Pará.

Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!

Sorte que o INSS em Itaituba funciona precariamente e estava de greve...


Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava perguntou:

- Senhor, então não irás mais destruir o Pará?

- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens

- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!


A governadora do Pará já se encarregou de fazer isso!

TSE suspende direito de resposta do PT em site do PSDB

PT havia conseguido direito de resposta no dia 22 de julho.
Ministro entendeu que declarações de Indio da Costa haviam sido ofensivas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o direto de resposta do Partido dos Trabalhadores (PT) no site do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) por causa do recurso apresentado pela legenda. O plenário do TSE vai analisar somente no próximo dia 2 de agosto o recurso contra a decisão que determinou a veiculação de direito de resposta.

No último dia 22, o ministro Henrique Neves concedeu o direito de resposta, por entender que a divulgação no site do PSDB de afirmações feitas pelo candidato a vice-presidente Indio da Costa na chapa de José Serra de que o PT tem ligações com o narcotráfico e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foi ofensiva e por isso violou a legislação eleitoral. No sábado (24), o ministro determinou a suspensão dos efeitos da decisão anterior, até que o plenário julgue o recurso.

“Tendo em vista que o conteúdo da resposta tem sido livremente informado e comentado, não verifico prejuízo no fato dela ser veiculada após a apreciação do recurso, ou seja, na primeira semana de agosto, que se aproxima”, concluiu o ministro.

Henrique Neves destacou, ainda, que “ o efeito suspensivo ora atribuído é limitado, exclusivamente, à veiculação da resposta, não caracterizando nenhuma forma de autorização para nova veiculação da entrevista tida como ofensiva”.

Polêmica
O direito de resposta pedido pelo PT em site mantido pelo PSDB, o Mobiliza PSDB, gera polêmica por ser relacionado ao uso internet em eleições presidenciais.

É possível conceder o direito de resposta após declarações dadas pelo Twitter? O direito de resposta num site compensa a ofensa se ela tiver sido replicada em várias outras páginas? Como avaliar quanto tempo a ofensa ficou disponível para determinar o prazo de veiculação da resposta? Essas e outras questões, de acordo com juristas, só serão respondidas durante a aplicação da lei.

A legislação eleitoral passou a prever regras para a campanha na internet somente no fim do ano passado. Ou seja, eleições anteriores não tinham previsão do uso da internet na campanha.

No entanto, conforme o TSE, na eleição de 2006 ocorreu pelo menos um pedido de direito de resposta na internet. A demanda não foi aceita, informou o TSE, porque o ministro entendeu que não havia fundamentos no pedido. O G1 também localizou pedido de direito de resposta na eleição de 2002, que também foi rejeitado por falta de fundamentos.

Entre as dúvidas está em determinar até quando pode ser feito o pedido de direito de resposta. A lei eleitoral diz que o pedido deve ser feito em até 72 horas após a publicação ou veiculação da ofensa.

G1

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Procuradoria Geral do RJ exige mudanças para não fechar Orkut

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação civil pública contra o Google, citando que a rede social Orkut, a mais popular no Brasil, “teria se tornado palco de condutas ilícitas e criminosas". A ação, que afirma que dentre os delitos estão “crimes contra a honra, apologia ao crime, pedofilia, falsa identidade, dentre outros”, pode resultar, em caso extremo, no fechamento do Orkut no país.




O órgão entende que, mesmo não podendo atribuir à empresa os crimes cometidos pelos usuários, o Google é corresponsável a partir do Orkut porque os problemas acontecem “em função de falhas na gestão do sistema”. A Procuradoria afirma que a empresa não possui qualquer mecanismo eficiente de controle do conteúdo, impedindo de verificar a identidade daqueles que acessam o seu serviço.




O Google tem 120 dias para tomar providências que possam impedir os crimes cometidos no Orkut. Na lista de medidas estão manutenção de IPs e de registros de acesso de usuários em comunidades, desenvolvimento de um sistema que identifique perfis, comunidades ou páginas dedicadas à pedofilia e a crimes, inclusive de marcação de brigas entre torcidas de agremiações esportivas rivais, comunicando a existência ou suspeita de existência imediatamente ao Estado. Um sistema com palavras-chave seria criado para facilitar a busca por estes temas.




Em caso de descumprimento das medidas, a Procuradoria requer que "o serviço oferecido pelo site seja interrompido e o Google sofra multa não inferior a R$ 100 mil por dia". A ação apresentada na 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro ainda solicita que seja realizada uma campanha midiática, incluindo jornais, rádio e televisão em horário nobre, com o objetivo de alertar pais e responsáveis sobre os riscos de utilizar a internet e o Orkut.




O Google afirma que ainda não foi notificado da existência da ação e, por conta disso, não comenta o assunto. Procurada pelo G1, a empresa disse que “reafirma seu comprometimento com o respeito à legislação brasileira”.




A companhia também disse que "oferece plataformas tecnológicas para que milhões de pessoas possam criar e compartilhar seus próprios conteúdos e que o uso indevido da liberdade destes serviços que desrespeitem as normas de uso dos serviços que estão claramente expressas nos respectivos sites, são passíveis de denúncia pelos usuários".




“Quando o conteúdo claramente ferir uma dessas regras, ele será automaticamente removido. Nos casos em que houver dúvida, os pedidos deverão ser avaliados pelo Poder Judiciário”, diz a nota enviada pelo Google.




Fonte: G1

O Prefeito Valmir Clímaco, firma apoio à Simão Jantene

O prefeito Valmir Climaco, fechou apoio ao candidato ao governo do Estado, Simão Jatene, na última visita do Senado Flexa Ribeiro em Itaituba. Sabe ele que o candidato do PMDB ao governo do Estado, Juvenil não tem chances e a governadora Ana Julia tá com dificuldade para a sua reeleição. E no mais, rola nos Bastidores que Valmir Climaco deve apoio ao Flexa Ribeiro e o deputado José Megale, ambos do PSDB, que o ajudaram no processo que cassou o mandato do Silvio Macedo e deixou Roselito Soares inelegível. Isso é só Boatos. Mais com esse apoio, ganhar força essa história. Resta saber o que o cacique do PMDB Jarder Barbalho vai achar disso!

Fonte : Fato Itb

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MPF pede a impugnação de dez candidaturas

OS PEDIDOS DE IMPUGNAÇÃO DO MPF E AS JUSTIFICATIVAS


DELVANI BALBINO DOS SANTOS
– Candidatura a deputado estadual pelo PMDB;
– O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) rejeitou contas de Santos relativas ao exercício de 2005, quanto era prefeito de Floresta do Araguaia.

EMERSON FERREIRA MONSEF
– Candidato a deputado federal pelo PMDB;
– TCM rejeitou contas de Monsef relativas ao exercício de 2000, quando ele era vereador em Redenção do Pará.

EVERALDO FRANÇA NUNES
– Candidato a deputado estadual pela coligação “Juntos com o Povo” (PPS, DEM, PSDC, PRTB, PMN, PRP, PSDB);
– Tribunal de Contas do Estado (TCE) rejeitou contas de Nunes relativas ao período em que ele foi presidente do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Esportivo, Social e Cultural de Conceição do Araguaia.

GENIVALDO RIBEIRO ARAÚJO
– Candidato a deputado estadual (coligação “Juntos com o Povo”, PPS, DEM, PSDC, PRTB, PMN, PRP, PSDB);
– TCE rejeitou contas de Araújo relativas ao período em que ele foi presidente da Associação dos Mini Produtores Rurais do projeto do Assentamento Angelim.

JADER FONTENELLE BARBALHO
– Candidato a senador pelo PMDB;
– Depois que a presidência do Senado recebeu parecer favorável à abertura de processo por falta de decoro parlamentar contra o então senador Jader Barbalho, ele renunciou ao mandato em 5 de outubro de 2001, para evitar possível cassação.

LUIZ AFONSO DE PROENÇA SEFER
– Ex-deputado estadual, candidato a deputado estadual pela coligação “Acelera Pará” (PP, PT, PTB , PTN, PSC, PR, PHS, PC do B);
– Depois que a presidência da Assembleia Legislativa recebeu denúncia que lhe atribuía falta de decoro parlamentar, em 07 de abril de 2009 Sefer renunciou ao mandato para evitar cassação.

NEUTON PAULINO DE SOUZA
– Pedido de candidatura a deputado estadual pelo PRB;
– TCM rejeitou contas de Souza relativas ao exercício de 2001, quando ele era vereador em São Geraldo do Araguaia.

JOSÉ FERNANDES DE BARROS (ZÉ FERRAGISTA)
– Foi registrado como candidato a deputado federal pela coligação “Cresce Pará” (formada pelo PRB, PDT, PSB, PV, PC do B);
– TCE rejeitou contas de Barros relativas ao período em que ele foi presidente da Associação Comercial, Industrial e Agropastoril de São Félix do Xingu.

JOSÉ ROBERTO DA COSTA MARTINS
– Pedido de candidatura a deputado estadual pelo PC do B;
– TCM rejeitou contas de Martins relativas ao exercício de 2002, referente à sua atuação na Secretaria Municipal de Habitação de Belém.

PAULO ROBERTO GALVÃO DA ROCHA
– É candidato a senador pela coligação “Acelera Pará” (PP, PT, PTB, PTN, PSC, PR, PHS, PC do B);
– Depois que a Mesa da Câmara dos Deputados ofereceu representação contra o então deputado federal Paulo Rocha, ele renunciou ao mandato em 17 de outubro de 2005 para evitar possível cassação.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Rede Tv: Tv Cidade Dourada

Corre como fogo em mato seco, a notícia que a Tv Cidade Dourada (REDE TV), foi vendida ao Prefeito/empresário, Valmir Climaco.
A emissora pertencia ao também empresário, Fernando Soares, que está de partida para o Município de Aveiro, onde fixará residência.
Fernando Soares pretende concorrer ao cargo de prefeito no ano de 2012, por aquele município.

Fonte : CURTO & GROSSO ( João Paxiúba)

POF 2008/09 mostra desigualdades e transformações no orçamento das famílias brasileiras

A família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês, e as do Sudeste gastam mais (R$ 3.135,80), quase o dobro das famílias do Nordeste (R$ 1.700,26) que têm a menor despesa. Desigualdade semelhante é encontrada entre a despesa média nas áreas urbana (R$ 2.853,13) e rural (R$1.397,29). Já o rendimento médio mensal do País alcançou R$ 2.763,47, a as desigualdades regionais permanecem: o menor rendimento (Nordeste, R$ 1.764,62) é quase a metade do mais alto (Sudeste, R$ 3.348,44).

Essas são algumas informações da primeira divulgação da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/09, que visitou cerca de 60 mil domicílios urbanos e rurais, entre maio de 2008 e maio de 2009. Há dados sobre despesas, rendimentos (monetários ou não) e variação patrimonial, além da avaliação das famílias sobre as próprias condições de vida. São detalhados, ainda, os gastos com Habitação, Alimentação, Transporte, Saúde, Educação, Impostos, Contribuições trabalhistas, Pagamento de dívidas etc., segundo diferentes faixas de rendimento das famílias. Há comparações com a POF 2002/03 e o Estudo Nacional da Despesa Familiar (ENDEF) 1974/75

O peso dos principais grupos de consumo nas despesas familiares mudou bastante desde os anos de 1970.

A Alimentação, por exemplo, teve queda acentuada entre o ENDEF 1974/75 (33,9%) e a POF 2002/03 (20,8%), mantendo a redução até 2008/09 (19,8%). Na área rural, as participações da Alimentação tambémforam se reduzindo, respectivamente, de 53,2% para 34,1% e, depois, para 27,6%. Nos mesmos períodos, o peso da Habitação cresceu de 30,4% para 35,5% e, depois, para 35,9%. Sua evolução rural foi mais significativa: de 17,8% (ENDEF 1974/75) para 28,7% (POF 2002/03) e 30,6% (POF 2008/09).

Em seis anos, a participação urbana da alimentação fora do domicílio nos gastos com alimentação subiu de um quarto (25,7%) para um terço (33,1%), e a rural subiu de 13,1% para 17,5%.

No Brasil, a despesa média per capita dos 10% das famílias com os maiores rendimentos (R$ 2.844,56) era 9,6 vezes a dos 40 % com menores rendimentos (R$ 296,35). Essa disparidade constatada pela POF 2008/09 está menor que seis anos antes, quando era de 10,1 vezes. Ainda em relação a essas duas classes de rendimentos, a região mais desigual foi a Nordeste (11,3 vezes), e a menos desigual a Sul (6,9 vezes).

A pesquisa também constatou uma melhoria na relação entre as despesas e o rendimento das famílias. Em 2002/03, os 85,3% das famílias com os menores rendimentos tinham, em média, despesas superiores ao que recebiam mensalmente. Já em 2008/09, eram os 68,4% com os menores rendimentos que estavam nessa situação.

Era de quase 207% a diferença entre a despesa média mensal de famílias em que a pessoa de referência possuía menos de um ano de estudo, para aquelas com a pessoa de referência tendo 11 anos ou mais de estudo. Mas houve expressiva redução dessa disparidade: na POF 2002/03 ela era cerca de 400%.

A despesa de famílias com a pessoa de referência de cor branca estava 89% acima das despesas das famílias com pessoa de referência de cor preta, e 79% acima daquelas com pessoa de referência de cor parda. Nesses casos, em seis anos houve movimentos opostos: em relação à POF 2002/03, essas diferenças eram de 82% e de 84%, respectivamente.

Pela segunda vez, a POF investigou a percepção subjetiva da população sobre alguns aspectos da sua qualidade de vida. Em 2008/09, cerca de 75,2% das famílias declararam algum grau de dificuldade para chegar ao final do mês com o rendimento que recebiam. Em 2002-2003 esse percentual foi de 85,0%.

Mesmo na percepção subjetiva há desigualdades segundo as classes de rendimento: na classe com rendimentos até R$ 830, cerca de 88% indicaram algum grau de dificuldade; na classe com rendimento acima de R$10.375, somente 28% informaram ter algum grau de dificuldade. A seguir, as principais informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008/09.

Família brasileira gasta, em média, R$ 2.626,31 por mês

Segundo a POF 2008/ 2009, a família brasileira gastava, em média, R$ 2.626,31 por mês. As do Sudeste são as que gastam mais (R$ 3.135,80), perto do dobro do valor médio dos gastos mensais do Nordeste, onde as famílias gastam menos (R$ 1.700,00).

No Sul e no Sudeste, as famílias de menor rendimento mensal (até R$ 830) gastam em média mais do que recebem (R$ 929,75 e R$ 831,67, respectivamente).

Entre as unidades da federação, o Distrito Federal tinha a maior despesa média total, R$ 3.963,99, cerca de 50,9% acima da média nacional (R$ 2.626,31). Em seguida, vinham Santa Catarina (R$ 3.509,58) e Rio de Janeiro (R$ 3.386,78). Alagoas (R$ 1.223,94), Ceará (R$ 1.431,96) e Maranhão (R$ 1.466,96) tinham as menores despesas.

Além das desigualdades regionais, há também uma grande diferença entre a despesa média mensal familiar nas áreas urbanas (R$ 2.303,56 e 8,6% maior que a média), e a das rurais (R$ 1.220,14 e 46,8% inferior à média).

Em seis anos, melhora a relação entre despesas e rendimentos das famílias

A pesquisa também constatou uma melhoria na relação entre as despesas e o rendimento das famílias. Em 2002/03, os 85,3% das famílias com os menores rendimentos tinham, em média, despesas superiores ao que recebiam mensalmente. Já em 2008/09, eram os 68,4% com os menores rendimentos estavam nessa situação (tabela abaixo).

A tabela acima mostra as despesas e os rendimentos totais segundo vários grupos de rendimento, além da distribuição acumulada das famílias entre esses grupos. Até o grupo com rendimentos entre R$ 1.245 e R$ 2.490, as despesas médias totais superavam os rendimentos médios. Nos grupos seguintes, ocorria o inverso.

Gastos cotidianos são 92,1% das despesas; aumento de patrimônio, 5,8%

Em 2008/ 2009, as despesas correntes, que são os gastos cotidianos das famílias, representavam 92,1% da despesa total média mensal, ou o equivalente a R$ 2.419,77. A maior parte desse valor se referia às despesas de consumo - com alimentação, moradia, educação, transportes, entre outros -, que somavam em média R$ 2.134,77 (81,3% da despesa total). As outras despesas correntes (impostos, contribuições trabalhistas, pensões, mesadas, doações etc.) consumiam em média, por mês, R$ 285 (10,9% do total).

Com o aumento de ativos (compra de imóveis, construção e melhoramento de imóveis próprios e outros investimentos como títulos de capitalização, títulos de clube, aquisição de terrenos para jazigo, ou seja, o aumento do patrimônio familiar), as famílias gastavam em média, por mês, R$ 152,09 (ou 5,8% da despesa total). O valor gasto com diminuição do passivo (pagamento de dívidas) ficava numa média mensal de R$ 54,45 (2,1% do total).

O Sul tinha a maior participação do aumento de ativos no orçamento das famílias (8,3% frente à média de 5,8%).

Nas áreas rurais, trocas, pagamentos em bens e benefícios da casa própria são 20,8% do total das despesas

No que diz respeito à divisão das despesas em monetárias e não monetárias1 (84,8% e 15,2% do total na média do país), há uma diferença significativa na comparação urbano/ rural. Na área urbana, a despesa não monetária tinha participação média de 14,7%, enquanto na área rural representava 20,8% do total dos gastos familiares mensais.

A tabela abaixo resume as principais informações sobre a composição das despesas familiares.

Em 34 anos, percentual gasto com aumento de patrimônio cai a menos da metade

Entre 2002/03 e 2008/09, a POF mostra mudanças nas participações dos grandes grupos no total das despesas (tabela abaixo), assim como algumas reversões de comportamento. Em relação ao Endef 1974/ 1975 (Estudo Nacional da Despesa Familiar) as alterações muito expressivas também estão relacionadas ao longo intervalo de tempo decorrido (mais de 30 anos) e às muitas mudanças de hábitos das famílias no período.

Para o grande grupo das despesas correntes, entre 2002/03 e 2008/09 verifica-se redução de participação na estrutura de despesa total, de 93,3% para 92,1%. Em relação ao Endef, quando a participação era de 79,9%, deu-se o inverso: aumento de 12,2 pontos percentuais. Movimento parecido ocorreu com as despesas de consumo - 81,3% do total de gastos em 2008/09; 82,4% em 2002/03; e 74,6% em 1974/75. Para as outras despesas correntes (10,9%), entre as duas POFs houve estabilidade, e forte crescimento em relação a 1974/75 (5,3%).

O aumento do ativo tinha participação de 5,8% em 2008/09 e reverteu movimento anterior, crescendo em relação a 2002/03 (4,7%). Em relação ao Endef (16,5%), foi o grupo com a maior queda entre as despesas das famílias. Já a diminuição do passivo mostrou-se estável em relação a 2008/09 (2,1%) e 2002/03 (2,0%), mas reduziu-se em relação ao Endef (3,6%), houve redução em torno de 42%. Nos recortes urbano e rural, a situação se repete.

Consumo representa 81,3% das despesas das famílias

As despesas de consumo são o mais importante componente das despesas das famílias e representam 81,3% do total (ou R$ 2 134,77) nacional. O valor médio das despesas de consumo na área rural (R$ 1.220,14) correspondeu a 57,2% da média nacional e a 53% da urbana (R$ 2.303,56).

As despesas de alimentação, habitação e transporte corresponderam a 75,3% da despesa de consumo média mensal das famílias brasileiras, ou a 61,3% da despesa total. Na Alimentação (19,8%) a proporção rural (27,6%) superou a urbana (19%). Na Habitação (35,9%) deu-se o inverso: urbana (36,4%) e rural (30,6%).

Na tabela abaixo, comparações entre as despesas das famílias das classes de rendimentos de até R$ 830,00 e de R$ 10.375,00. Destacam-se as despesas com Assistência à Saúde: para classe até R$ 830,00, os remédios pesam 4,2%, ou 76,4% do dispêndio com saúde, contra 1,9% na classe oposta. Já a participação de plano/seguro de saúde foi de 2,4% na classe com os maiores rendimentos, contra 0,3% na classe oposta.

Em seis anos, as despesas médias com Alimentação e Transportes se igualaram

As participações dos grupos de consumo (inclusive urbano e rural) tiveram alterações expressivas na série histórica. A Alimentação, por exemplo, teve queda acentuada entre o ENDEF (33,9%) e a POF 2002/03 (20,8%) e prosseguiu em redução até 2008/09 (19,8%). A Habitação teve crescimentos significativos entre o ENDEF (30,4%) e a POF 2002/03 (35,5%), mantendo o aumento até 2008/09 (35,9%), sendo que evolução rural foi mais significativa, desde o ENDEF (17,8%) às POF 2002/03 (28,66%) e 2008/09 (30,6%).

Cresce a participação da alimentação fora de casa no orçamento das famílias

A POF 2008/09 revelou que as famílias estão gastando bem mais com alimentação fora de casa do que gastavam em 2002/03. O percentual das despesas com alimentação fora de casa, no total das despesas das famílias, cresceu de 24,1% para 31,1%, nesse período, ou seja, já representa quase um terço dos gastos com alimentos. Na área urbana, passou de 25,7% para 33,1%, e na área rural de 13,1% para 17,5%. Em reais, a despesa com alimentação na área urbana em 2008-2009 foi 145,5% maior que o da área rural.

A análise regional aponta que o maior percentual com alimentação fora do domicílio ocorreu na Região Sudeste (37,2%), enquanto os menores percentuais ocorreram nas Regiões Norte (21,4%) e Nordeste (23,5%).

Em valores, a despesa média mensal familiar com alimentação foi de R$ 421,72, sendo R$ R$ 290,39 gastos com alimentação no domicílio e R$ 131,33, na alimentação fora do domicílio. Nas famílias com rendimentos mais altos (acima de R$ 10.375,00), a proporção da despesa com alimentação fora do domicílio (49,3%) é praticamente igual à despesa com alimentação no domicílio (50,7%).

Famílias com maiores rendimentos gastam quase dez vezes mais que as famílias com renda menor

No Brasil, os 40 % de famílias com menores rendimentos possuíam despesa total per capita de R$ 296,35, e os 10% com maiores rendimentos, de R$ 2 844,56. No País a distância média da despesa per capita desses dois grupos foi de 9,6 vezes. Na área rural, a disparidade foi de 10,3 vezes. Em 2002-2003, a disparidade no País era de 10,1 vezes e, portanto, reduziu-se em 0,5 vez.

Entre as regiões, a maior despesa média familiar per capita, tanto entre os 40% com menores rendimentos quanto entre os 10% com maiores rendimentos foi do Sul (R$ 406,00 e R$2.799,00, respectivamente) e a menor, no grupo com menores rendimentos, do Nordeste (R$233,00). Ainda no grupo com menores rendimentos, a despesa per capita do Sul era 74% maior que a do Nordeste.

Entre as famílias com maiores rendimentos, o Norte tinha a menor despesa média per capita (R$2.094,00) e o Sul, a maior (R$2.799,00). Nesse grupo, a despesa per capita do Sul era 33% maior que a do Norte.

A região mais desigual foi a Nordeste (distância de 11,3 vezes entre despesas médias per capita das duas classes de rendimento), enquanto a menos desigual foi a Sul (6,9 vezes). Entre as POF 2002/03 e 2008/09, essa desigualdade reduziu-se no Sul, Centro-Oeste e Nordeste, e ficou quase estável nas demais regiões.

Escolaridade também altera o padrão de consumo das famílias

Quanto mais anos de estudo tinha a pessoa de referência da família, maiores eram as despesas médias mensais. Para famílias em que a pessoa de referência possuía menos de um ano de estudo, a despesa média mensal foi de R$ 1.403,42. Nas famílias com pessoa de referência com 11 anos ou mais de estudo, esse total foi quase 207% maior (R$ 4 314,92). Em relação à POF 2002/03 houve expressiva redução dessa diferença, que era cerca de 400%.

A existência de pessoas com nível superior completo ou incompleto no interior da família, mesmo não sendo a pessoa de referência, produzia efeitos semelhantes: nas famílias em que não havia pessoa com nível superior completo ou incompleto, a despesa total média mensal era de R$ 1.659,99. Já naquelas com uma pessoa com nível superior completo ou incompleto, a despesa subia para R$ 4.296,05 (mais 160%); e nas famílias com mais de uma pessoa, subia para R$ 8.117,27 (390% maior que o primeiro extrato). Embora persistam, essas acentuadas diferenças estão menores, em relação a 2002/03 (190% e 430% respectivamente).

Na análise por cor ou raça, a diferença entre as despesas das famílias também era grande

A despesa de famílias com a pessoa de referência de cor branca estava 28% acima da média nacional, e 89% acima das despesas das famílias com a pessoa de referência de cor preta, além de 79% acima das famílias com pessoa de referência de cor parda. Em relação à POF 2002/03, as diferenças percentuais entre famílias com pessoa de referência branca e preta cresceram (de 82% para 89%). Já a diferença entre famílias com pessoa de referência branca e parda teve redução (de 84% para 79%).

As famílias com pessoas de referência do sexo masculino tinham despesa média mensal (R$ 2.800,16) em torno de 7% acima da média nacional (R$ 2.626,31) enquanto a despesa média das famílias com pessoa de referência do sexo feminino (R$ 2 237,14) era 15% menor. A diferença entre os dois estratos aumentou: era de 15% na POF 2002-2003 e foi para 20% na POF 2008-2009.

Famílias com altos rendimentos gastam com alimentos três vezes mais que a média nacional

As despesas com alimentação representam 16,1 % da despesa total e 19,8% das despesas de consumo das famílias brasileiras. Os resultados da POF 2008/09 para o grupo alimentação no domicílio confirmaram as desigualdades no perfil de consumo das famílias. O valor em reais dos gastos com alimentação das famílias com maiores rendimentos (R$ 1.198,14) é quase o triplo da média nacional e quase seis vezes o das famílias com menores rendimentos (R$ 207,15).

Famílias de todas as regiões gastam mais com carnes, vísceras e pescados

O grupo de alimentos carnes, vísceras e pescados lidera os gastos com alimentação, tanto na média do País (21,9%) quanto nas áreas urbana (21,3%) e rural (25,2%). A seguir, na área urbana, vêm Leites e derivados (11,9%), Panificados (11,0%) e Bebidas e infusões (10,0%). Na área rural, vêm Cereais, leguminosas e oleaginosas (13,1%), Leites e derivados (8,7%) e Aves e ovos (8,5%).

Entre 2002/03 e 2008/09, o percentual de gastos das famílias com carnes, vísceras e pescados cresceu de 18,3% para 21,9%, no total de gastos com alimentação no domicílio, enquanto o de leite e derivados caiu de 11,9% para 11,5%, bem como o de panificados, que passou de 10,9% para 10,4%. Caíram, também, os gastos com cereais, leguminosas e oleaginosas (10,4% para 8,0%); açúcares e derivados (5,9% para 4,6%) e aves e ovos (7,1% para 6,9%). Cresceram os gastos com frutas (4,2% para 4,6%) e bebidas e infusões (8,5% para 9,7%).

Rendimento médio mensal estava em R$ 2763,47

Segundo a POF, o rendimento total e a variação patrimonial das famílias brasileiras foi de R$ 2.763,47. O rendimento proveniente do trabalho era responsável pela maior parte desses valores (61% do rendimento total e R$ 1.688,00 da variação patrimonial). Do rendimento do trabalho, 70,7% pertenciam a recebimentos provenientes de empregados, fossem eles públicos, privados ou domésticos, e 20,2% dos que trabalhavam por conta própria.

Em relação a 2002/03, não ocorreram transformações significativas na composição do rendimento de trabalho familiar dos brasileiros – exceto quando consideramos a participação do rendimento dos empregadores, que foi reduzida em mais de dois pontos percentuais (de 11,7% em 2002/03 para 9,1% em 2008-2009) no período.

A segunda maior participação no rendimento médio familiar provinha das transferências2 (18,5%), com destaque para as aposentadorias e pensões governamentais. Em 2008/09, elas representaram mais de 80% das transferências, dos quais 55% foram provenientes do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS). No outro extremo estavam os programas sociais federais, que representaram apenas cerca de 3% das transferências. Essas últimas são destaque dentre as transferências das famílias com rendimentos mais baixos.

O rendimento não-monetário detinha a terceira participação (12,8%) na composição registrada pela POF, sendo mais significativo entre as famílias com menor rendimento3. Para estas, correspondia a 25,8% do rendimento total médio. Já para as famílias com os rendimentos mais altos, representavam apenas 6,7%.

Os rendimentos de aluguel (de bens móveis e imóveis) e as outras rendas apresentaram as menores contribuições na composição do rendimento total e da variação patrimonial (1,7% e 1,6%, respectivamente).

Composição das transferências é diferenciada entre famílias com mais baixos e mais altos rendimentos

Cerca de 12,5 milhões de famílias brasileiras tinham recebimentos de até R$ 830. Para elas, o rendimento do trabalho era o principal componente (46,3%). As transferências vieram logo em seguida, com 26,7%. No que se refere às transferências recebidas, as aposentadorias e pensões do INSS (58%) e os programas sociais federais (23%) responderam pelas maiores parcelas. Ressalte-se que o rendimento não-monetário tinha quase a mesma participação (25,8%) que as transferências.

Em 2008/09, cerca de 4% das famílias brasileiras possuíam recebimentos superiores a R$ 10.375. Entre elas, a maior participação dos rendimentos também era proveniente do trabalho (60,5%), com o recebimento de transferências em segundo lugar (com destaque para as aposentadorias e pensões da previdência pública). Diferentemente das demais classes de rendimento, a variação patrimonial foi a terceira fonte de recursos (9,9%) mais importante para essas famílias, e não os rendimentos não-monetários.

Rendimento das famílias urbanas é duas vezes maior que o das rurais

O rendimento total somado á variação patrimonial das famílias urbanas (R$ 2.999,98) é praticamente duas vezes maior que o das famílias rurais (R$ 1.481,91). Na tabela abaixo, os detalhes do rendimento.

As famílias com recebimentos mensais de até R$ 830,00, urbanas ou rurais, tiveram como principais componentes o rendimento do trabalho, as transferências e o rendimento não-monetário. Nas áreas rurais, os programas sociais federais foram responsáveis por 33% das transferências. Nas áreas urbanas, por 20%.

Já para as famílias com recebimentos superiores a R$ 10.375, a variação patrimonial possuiu participações significativas tanto na área urbana (9,9%) quanto na rural (11,6%), ficando acima dos rendimentos não-monetários.

Famílias do Sudeste e Sul têm rendimentos acima da média

Os maiores rendimento total e variação patrimonial médio, na comparação entre as grandes regiões, ocorreram no Sudeste, seguido pelo Sul – as duas únicas regiões a terem registrado percentuais acima da média nacional (cerca de 21% e 10,3%, respectivamente). No entanto, apenas o Sul apresentou valores superiores à média brasileira em todas as categorias de origem de recebimentos. Por outro lado, a região com menores rendimento total e variação patrimonial foi o Nordeste (R$ 1.764, cerca de 63,5 % da média nacional), seguido pelo Norte (76% da média).

A participação dos rendimentos provenientes do trabalho foi maior que 60% em quatro das cinco regiões. A única exceção era o Nordeste (57,8%). Já a maior participação ocorreu no Centro-Oeste (66,4%) e no Norte (65,5%). As transferências, por sua vez, tiveram maior participação no rendimento das famílias nordestinas (22,5%), percentual acima do verificado nas áreas rurais (20,5%). Em termos da distribuição do rendimento não-monetário, Norte (16,6%) e Nordeste (15,5%) superaram o peso do componente na média nacional (14,6%).

Em relação a 2002/03, a POF 2008/09 revela alterações nas participações de dois componentes: transferências e rendimentos não-monetários. Nas cinco regiões houve aumento das proporções de transferências e diminuição da parcela não-monetária do rendimento, o que indica maior número de famílias incluídas no mercado monetário.

Melhora a percepção subjetiva das famílias sobre seus rendimentos a alimentação

A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009 investigou a percepção da população sobre alguns aspectos da qualidade de vida através de um questionário específico e com respostas subjetivas aplicado no último dia de entrevista em cada domicílio. As famílias indicaram um de seus membros para responder as perguntas subjetivas sobre a facilidade para chegar ao final do mês com os rendimentos familiares e a avaliação da suficiência e do tipo do alimento consumido. Esta foi a segunda vez em que o questionário subjetivo foi apresentado, a primeira foi na POF 2002/03.

Em 2008/09, 64,5% das famílias declararam ter alimentos em quantidade suficiente para chegar ao fim do mês, contra 53% em 2002/03. A POF também investigou se as famílias consumiam (sempre, nem sempre ou raramente) seu alimento preferido: em 2002/03, 73,2% declararam alguma insatisfação, contra 65% em 2008/09.

75% das famílias declararam algum grau dificuldade para chegar ao fim do mês com seus rendimentos. Na classe com rendimentos até R$ 830, cerca de 88% indicaram algum grau de dificuldade e 31,1%, muita dificuldade. Na classe com mais de R$ 10.375, 28% tinham algum grau de dificuldade e 2,6%, muita dificuldade.

As percepções da quantidade de alimentos são mais favoráveis que em 2002/03, mas as desigualdades regionais são marcantes. No Norte e Nordeste, cerca de 50% das famílias referiram insuficiência na quantidade de alimentos consumidos, contra cerca de 60% em 2002/03.

Para 64,8% das famílias do país e 74% das rurais, o tipo de alimento consumido nem sempre ou raramente era o preferido. Declararam sempre consumir alimentos do tipo preferido 27,7% das famílias do Norte, 25,7% do Nordeste, 44% do Sul, 37,9%, do Sudeste e 40,6% do Centro-Oeste. Maranhão e Piauí (21%) tinham os menores percentuais, e Santa Catarina (47%) o maior.

_______________________

1 Tudo o que é produzido, pescado, caçado, coletado ou recebido em bens (troca, doação, retirada do negócio e salário em bens). Inclui também o aluguel estimado pelo proprietário do domicílio. As valorações das despesas não monetárias foram realizadas pelos próprios informantes, considerando os preços no mercado local.

2 aposentadorias e pensões públicas e privadas, bolsas de estudos e programas sociais de transferência de renda.

3 A construção das classes levou em conta o rendimento monetário e não-monetário e a variação patrimonial.


Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1648&id_pagina=1

repassado por:

WELLINGTON D. C. PEREIRA

IBGE SANTARÉM

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Confirmado Hilton Aguiar é Candidato a Deputado Estadual

O PSC fez sua convenção, ontem, em Belém, ocasião em que confirmou os nomes dos seus candidatos a deputados estadual e federal. O partido decidiu coligar com o PDT para a eleição proporcional, pois na majoritária vai apoiar a governadora Ana Júlia.

O vereador Hilton Aguiar, presidente da Câmara de Itaituba, na foto, entre a governadora e o deputado federal Zequinha Marinho, teve seu nome confirmado como um dos candidatos a deputado estadual pela legenda

Jota Parente

OAB dilvulga a lista dos Políticos Fichas Sujas

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (29) a relação dos políticos cassados nos últimos três anos pela Corte do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). No total, são 19 políticos, sendo 18 do interior e um de Belém. Solicitada pelo presidente da Ordem, Jarbas Vasconcelos, a lista foi fornecida pelo desembargador João Maroja, presidente do TRE do Pará.
Os políticos foram cassados no âmbito regional, mas alguns processos continuam tramitando no TRE e outros estão em tramitação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em tese, estes políticos não podem se candidatar às eleições deste ano já que se enquadram na lei do projeto Ficha Limpa, que impede a candidatura de políticos condenados na Justiça.
Saiba quem são os políticos cassados por município:

Belém

1- NADIR DA SILVA NEVES (Candidato a Deputado Estadual/2006)

São Miguel do Guamá

1- VILDEMAR ROSA FERNANDES(Prefeito)
2- RAIMUNDO MONTEIRO DE FREITAS (Vice-Prefeito)

Bujaru

1. MARIA ANTONIA SILVA DA COSTA (Prefeito)
2. JOSÉ VALDIR NUNES MARQUES JÚNIOR (Vice-Prefeito)

Itaituba

1. ROSELITO SOARES DA SILVA (Prefeito)
2. SILVIO DE PAIVA MACEDO(Vice-Prefeito)

Chaves

1. UBIRATAN DE ALMEIDA BARBOSA (Prefeito)
2. PEDRO MAURÍCIO FRANCO STEINER (Vice-Prefeito)
3. VERA LÚCIA ALVES BARROS (Vereadora)

Brasil Novo

1.JOSÉ CARLOS CAETANO (Prefeito)
2.OSIAS SPEROTO (Vice-Prefeito)

Conceição do Araguaia

1. ALVARO BRITO XAVIER (Prefeito)
2. WANDERLÂNDIA MARIA DE OLIVEIRA AQUINO (Vice-Prefeito)

São Félix do Xingu

1. ANTÔNIO PAULINO DA SILVA (Prefeito)
2. ROSANA CRISTINA SOARES DE AZEVEDO PEREIRA (Vice-Prefeito)

Bujaru

1. EMANUEL NAZARENO DE SOUZA MUNIZ (2º colocado cargo Prefeito)
2. ERIVALDO MONTEIRO MARQUES (2º colocado cargo Vice-Prefeito)

Enquete : Eleições 2010 Deputado Estadual => Pra quem você não daria o seu voto


Diante de tantos possíveis nomes que se mostram interessados em uma candidatura a Deputado Estadual e com as aproximações da conversões partidárias onde irá ser decidido e referendado, quem de fato disputará uma cadeira na ALEPA.
O Blog disponibilizou uma enquete, para saber em quem o eleitor JAMAIS VOTARIA.
Participaram dessa enquete os seguintes nomes :
Roselito Soares PR Ex prefeito de Itaituba
Edir Pires PMDB Vice Prefeito de Itaituba
Hilton Aguiar PSC Presidente da Câmara de Itaituba
Ireno da Marsam PSB Empresário Local e Presidente do PSB Itaituba
Maria Jandira PPS Ex Secretaria de Meio Ambiente de Itaituba
Wilmar Freire PMDB Ex Deputado Estadual
Reginaldo Cardoso PCdoB Presidente da APPENERT
Os pretensos candidatos Ireno da Marsam e Reginaldo Cardoso não pontuaram no índice de rejeição.
O que necessariamente não quer dizer que eles sejam os queridinhos de Itaituba.